Parlamento/Concessão dos Aeroportos: UCID e PAICV continuam a insistir que não foram tidos em conta – MpD afirma que o processo foi muito bem executado

13/05/2022 00:49 - Modificado em 13/05/2022 00:50
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No penúltimo dia da sessão plenária, a discussão à volta do processo de concessão continua a ser um assunto em cima da mesa, quando a UCID e o PAICV continuam a defender que deveriam ter sido informados sobre os trâmites do processo. Já o MpD persiste na ideia de que as negociações foram bem-feitas e questiona a coerência do PAICV.

Nas suas intervenções, os partidos políticos com assento parlamentar continuam a reagir sobre a concessão dos Aeroportos de Cabo Verde à sociedade VINCI Airports. António Monteiro, deputado da UCID, considerou que seria de todo “interessante” que o governo tivesse informado os partidos políticos sobre o processo e que o ajuste direto não seria a melhor forma.

“O governo não deveria ir pelos ajustes diretos”, afirmou o deputado que não validou a informação de que a Vinci que é considerada uma das melhores empresas de gestão dos aeroportos do mundo se a mesma não está à frente dos 100 maiores aeroportos do mundo com maior número de passageiros a movimentar-se.

Por outro lado, afirmou, se tivessem feito adjudicação por concurso, “Cabo Verde poderia ganhar muito mais” e que ao invés dos 80 milhões a serem pagos em traje poderia provavelmente ter valores superiores.

Por outro lado, o deputado Rui Semedo do PAICV afirmou que o MpD tem defendido mais as empresas do que os interesses dos cabo-verdianos ao invés de defender questões nacionais

Semedo continua firme na ideia de não houve “transparência necessária” ou não houve partilha de informações. “Acho que toda a oposição deve ser ouvida em matérias importantes de interesse nacional”, sublinhou.

O parlamentar do PAICV destacou que “a história se repete”, quando recorre ao processo com os TACV.

O mesmo lembrou ainda que para haver contrato de concessão para gestão de aeroportos é preciso primeiro construir aeroportos e que o PAICV “investiu profundamente” na construção dessas infraestruturas em todo o país, aquando da sua governação.

Adiantou ainda que o governo do PAICV investiu numa regulação “forte”, na área da segurança, e que aquele mesmo governo conseguiu categoria 1 para EUA, o que para o parlamentar é um dos “maiores ganhos” de todos os tempos.

“Tem ganhos e investimentos de cabo-verdianos que devem ser protegidos, acautelados e rentabilizados.

Na bancada do MpD, o Líder parlamentar João Gomes afirmou que o governo sempre defendeu e vai continuar a defender os interesses de Cabo Verde e dos cabo-verdianos e que este mesmo governo investiu na construção de aeroportos internacionais em Cabo Verde e o aeroporto da Praia é exemplo.

“O governo, do nosso ponto de vista, andou muito bem ao estabelecer essa concessão de gestão dos nossos aeroportos e escolheu uma empresa de reconhecida capacidade e notoriedade que trabalha em todo o mundo operando em 53 aeroportos internacionais e vai entrar em África, através de Cabo Verde”, justificou.

Relativamente ao ajuste direto, João Gomes disse que é um meio utilizado na administração pública e que os governos do PAICV sempre recorreram a este meio.

No entanto, o deputado disse estranhar as reclamações dos dois partidos e questionou como o PAICV  já tem conclusões da “falta de transparência” deste processo e pergunta pela coerência do partido.    

AC – Estagiária

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