“O Estado perde muito mais dinheiro com renúncia fiscal com relação aos investimentos diretos estrangeiros” – Deputado Rui Semedo

11/05/2022 19:03 - Modificado em 11/05/2022 19:03
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Na sua intervenção em sessão plenária, o deputado do grupo parlamentar do PAICV, Rui Semedo, afirma que o Estado de Cabo Verde tem muito mais a perder com a renúncia fiscal no que refere a investimentos diretos estrangeiros.

“O estado perde muito mais dinheiro com renuncia fiscal com relação aos investimentos diretos estrangeiros. Portanto não é cobrado ao investidor direto estrangeiro a renúncia fiscal”, afirmou Rui Semedo que adiantou ainda que “o Estado não está a fazer favor nenhum aos imigrantes com esta renúncia fiscal”.

Este deputado assegura que existe esse tratamento diferenciado entre um investidor estrangeiro e um investidor externo.

Este deputado lembra que se falou do aumento das remessas dos imigrantes no contexto de crise, o que para o mesmo com essas contribuições não se deveria“estar a olhar para a renúncia fiscal do Estado”.

“A renúncia fiscal do Estado sequer é importante para este contexto, porque é muito inferior a renuncia que o Estado faz com relação ao investimento direto estrangeiro”, esclareceu Rui Semedo.

Relativamente ao imposto de consumo especial que se aplicou agora e que se agravou com relação aos transportes, o deputado do PAICV admite que foi um erro de todos, mas que ainda se pode resolver este problema.

“Vamos retirar este imposto de consumo especial sobre o automóvel de mais de 200 contos. Decidir retirar é fácil, está no nosso poder e mais no poder do governo porque só o governo tem o poder de apresentar uma iniciativa que implique menor cobrança de receita”, exortou o parlamentar.

Para Rui Semedo, “proteger os nossos imigrantes é também proteger os seus investimentos”, já que estes têm tido uma implicação “muito forte” na economia. É neste sentido que apela a segurança dos seus investimentos, bens, propriedades, e a segurança global.

PAICV assegura que ficar só pela discussão não resolve os problemas dos imigrantes, mas que estes“estarão mais interessados nas respostas que temos para os desafios, os problemas de hoje, e de que os problemas do passado”.

AC – Estagiária

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