Covid-19: Novas linhagens mais transmissíveis mas ainda sem dados sobre gravidade

11/05/2022 14:02 - Modificado em 11/05/2022 14:02

As linhagens BA.4 e BA.5 da variante ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 são mais transmissíveis do que a BA.2, mas ainda não há dados para apurar se provocam covid-19 mais grave, adiantou esta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A BA.4 e BA.5 têm uma ligeira vantagem de crescimento em relação à BA.2”, afirmou a responsável técnica da OMS para a pandemia, ao adiantar que estão a decorrer vários estudos para apurar se essas duas linhagens da variante Ómicron causam uma maior severidade da doença.

Em conferência de imprensa, Maria Van Kerkhove referiu que a BA.2 continua a ser a linhagem predominante no mundo, tendo-se sobreposto à BA.1 em termos de circulação nos vários países onde foram detetadas.

“Estamos a acompanhar a ómicron e todas as sublinhagens que estão a circular globalmente. Isso indica que o coronavírus continua a evoluir”, afirmou a especialista da OMS, ao alertar que a redução generalizada da testagem tem resultado numa diminuição da sequenciação do vírus que provoca a covid-19.

“Precisamos de manter a testagem e a sequenciação para podermos acompanhar estas linhagens”, apelou Maria Van Kerkhove, ao reiterar que as vacinas contra a covid-19 “estão a aguentar-se muito bem em relação à doença grave e morte”.

De acordo com a epidemiologista, “é absolutamente crítico” que as pessoas sejam vacinadas contra a covid-19, reafirmando o objetivo da OMS de imunizar 70% da população de todos os países do mundo.

Na conferência de imprensa, diretor-geral da OMS defendeu que a estratégia de “covid zero” não é sustentável, alegando que o coronavírus SARS-CoV-2 continua a evoluir e a tornar-se mais transmissível.

“Quando falamos da estratégia de covid zero, pensamos que isso não é sustentável, considerando o comportamento do vírus e o que antecipamos em relação ao futuro”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao adiantar que essa posição da OMS tem sido discutida com os peritos chineses.

A China continua a praticar uma política de “tolerância zero” à covid-19, que inclui o isolamento de cidades inteiras e a realização de testes em massa, sempre que um surto é detetado.

JN.pt

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