São Vicente: Novo aumento de combustíveis deixa população mais apreensiva

1/05/2022 22:41 - Modificado em 1/05/2022 22:41
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Com o novo aumento dos combustíveis, anunciados pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), mais de 8% desde do dia 01 Maio, a gasolina que tinha um custo de 167$10 por litro passa a custar 181$60, a reguladora e o gasóleo passa dos 134$50 para os 146$10 por cada litro. Já o gás butano mantém-se ao mesmo preço de Abril.

Ouvidos por este online, no dia do trabalhador, alguns sanvincentinos entrevistados pelo NN dizem que esta subida deverá fazer aumentar o custo de vida dos cabo-verdianos. “Tudo está caro e com mais este aumento não sei onde vamos parar. É muito pesado para o bolso do trabalhador cabo-verdiano. Cada dia ouvimos que aumentou alguma coisa.”, refere Paulo Lopes, que relembra ainda a subida do autocarro também este mês.

“O mês de maio não está começando nada bem. Já aumentaram o preço do autocarro. Apanho o autocarro todos os dias para trabalhar. Moro em Ribeira de Craquinha, mas agora vou ter que andar mais a pé e ainda, reduzir nalgumas compras”, lamentou.

Já o taxista, Rony Moreira sabe que com este aumento, consequentemente irá pagar mais para encher o tanque e trabalhar. “O preço do autocarro subiu, mas nós continuamos na mesma. Estamos a começar a ficar cada vez mais apertados com esta situação e para compensar isso, tentamos trabalhar mais horas, mas mesmo assim nem sempre resulta”.

“Com o litro da gasolina chegando quase 200 escudos, impulsionado pela guerra na Ucrânia, quanto mais subir, parece que vai ser pior, porque se pagamos pagamos este um litro e o frete continua a 150 escudos de dia e 200 de noite, não ganhámos quase nada”, criticou este taxista, recordando que há um ano gastava “bem menos”.

O taxista diz preocupado com os aumentos constantes nos combustíveis nos últimos meses. “Tenho a certeza que muitas pessoas estão a pensar parar de andar de carro por causa dessas subidas, e certamente irá subir ainda mais. Ou pelo menos apanhar menos táxi por mês. E isso tem impacto na vida de todos”.

Entretanto, a situação não se limita apenas aos combustíveis é que como se sabe, a subida do preço dos combustíveis costuma mexer com outros preços de bens e serviços, o que acaba por ser penoso para a população, que vê cada vez mais a sua situação piorar.

“Não sei onde vamos parar. Pelo menos diminuem nove (9) escudos em cada litro de combustível. Ou por exemplo subir o salário em Cabo Verde, porque existem pessoas que não têm nenhum tipo de rendimento para acompanhar estas subidas nos preços de transporte, alimentação entre outros” criticou outra entrevistada.

De recordar que o Governo anunciou em 25 de março o congelamento dos preços do gás butano e combustíveis para eletricidade por três meses, de abril a junho, com os restantes a subirem 5%, face à atualização de pelo menos 25% que se perspectivava.

Em conferência de imprensa para anunciar as medidas de mitigação face aos aumentos internacionais provocados pela guerra na Ucrânia, o ministro da Energia, Alexandre Monteiro disse que “o limite do ajustamento em alta para os demais preços de combustíveis regulados”, atualizados todos os meses, passa a ser fixado em 5%, como teto máximo, a partir de 01 abril, numa medida que se aplicará, em concreto, ao gasóleo e à gasolina.

A nova tabela indica que, com excepção do butano, aos valores dos produtos previstos, são ainda acrescidos a fracção de recuperação parcial do défice gerado no mês de Abril e escalonado num período de 12 (doze) meses. 

De acordo com a nova tabela de preços, o gasóleo normal passa a ser vendido por 146,10 escudos, a gasolina passa a 181,60 escudos o petróleo a 128,40 escudos, o gasóleo para electricidade a 115,00 escudos, o gasóleo marinha a 110,20 escudos, o fuel 380 a 102,60 escudos /kg e o Fuel 180, a 107,50 escudos/Kg. 

O gás butano continua a ser vendido a granel por 177,10 escudos o quilograma, sendo que as garrafas de 3 kg custam 505,00 escudos, as de 6kg a 1062 escudos, as de 12,5 kg, a 2.213 escudos e as de 55 kg 9.739 escudos. 

Outrossim, segundo a ARME, as cotações do butano, da gasolina, do gasóleo ULSD  e do fuelóleo 0,5% reduziram em 12,1%, 2,2%, 1,9%, e 5,5% respectivamente e o jet A1 registou um aumento de 4,2%. 

EC

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