São Vicente: Hiacistas continuam a manter os preços das deslocações a zonas no interior da ilha

7/04/2022 23:25 - Modificado em 7/04/2022 23:26
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Tendo em conta o contexto de crise, altos preços dos combustíveis e de produtos alimentares, os condutores de hiaces que se encontram na Praça Estrela, por enquanto continuam a manter os preços das deslocações às zonas como Salamansa, Baía, São Pedro e Calhau. Por falta de um entendimento entre os condutores a ideia é continuarem a manter os mesmos preços por cada passageiro, apesar das despesas.

Em conversa com o Notícias do Norte, os condutores garantem que tem sido difícil manter a atividade por causa da escalada de preços que tem afetado tudo e todos.

Carlos Paris que faz a trajetória São Pedro/cidade/São Pedro disse que cada passageiro paga 100$00 e que este preço ainda não sofreu nenhuma alteração que diz ser da responsabilidade de fazer alterações nos preços é a Câmara Municipal ou das finanças. “Por enquanto, cada passageiro tem que pagar 100$. O preço do gasóleo já subiu 3 vezes, mas os 100$00 continuar a manter o mesmo”, comenta Carlos Paris que sugere um aumento de mais 50$00.

Quem continua com os mesmos 100$00 são os condutores de Salamansa/Norte Baia. O hiacista Sandro Brito avançou que o aumento do preço vai depender dos outros membros da classe. “Há uma desunião entre os condutores de Salamansa, onde cada um é por si. Se dermos um preço, há quem que vai cobrar menos. Por isso ficamos indecisos e sem chegar a um consenso”, explica.

O mesmo destaca que os condutores/proprietários de São Pedro e Calhau são “mais unidos”. No entanto, o contexto tem gerado mais gastos principalmente quanto ao gasóleo e pneus. “Mas os gastos são mais com pneus, porque antes de 3 meses já há sinais para compra de novos pneus e isso custa quase a 60.000$00”, indica Sandro Brito que propõe um aumento de mais 20$00.

Ainda de Salamansa Romilson Bandeira aponta que, o número de passageiros diminuiu muito e relembra que os hiaces que têm capacidade para 15 pessoas, agora alguns levam 9, 4 ou 5, conforme os dias.

Para o condutor Admilson Delgado explica que neste momento, o preço por cada passageiro é insuficiente para os gastos, principalmente com os combustíveis para alem da manutenção da viatura e que têm tentando manter o preço.

Conforme o entrevistado para Calhau custa 120$00, Madeiral 110$00, Ribeira de Julião 70$00 e deslocar-se ao Quilometro 6 o passageiro precisa pagar 80$00. Preços que, segundo Delgado, precisam ser alterados.

O condutor observou que o movimento de passageiros diminui muito, e a titulo de exemplo aponta que por causa da escassez de água para agricultura em Calhau, a produção agrícola também diminui deixando assim de transportar os produtos à cidade, para alem pessoas que vêm menos vezes a cidade.

Para haver uma melhoria em relação aos preços o mesmo propus um aumento de pelo menos mais 20$00, “mas todos os condutores tinham-se que reunir para que pudéssemos decidir”.  

AC – Estagiária

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