Governo lança cadernos de prevenção ao cibercrime

4/04/2022 00:26 - Modificado em 4/04/2022 00:26
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No quadro da Cooperação entre o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime em Cabo Verde (ONUDC) e o Governo Cabo Verde, vai ser lançada esta segunda-feira, 4 de Abril, na Escola Secundária Abílio Duarte (ESAD) no Palmarejo os Cadernos de Prevenção ao Cibercrime.

Os materiais, conforme a mesma fonte, incluem 1000 cadernos para estudantes do ensino básico e do ensino secundário e 100 agendas para os professores com informações de sensibilização para a cibersegurança.

Com efeito, fica a cargo dos professores implementar sessões de prevenção do cibercrime na sala de aula, adaptados aos riscos que os estudantes podem encontrar online.

“O objetivo é promover uma discussão com a turma, sensibilizar os alunos para os riscos cibernéticos e para a forma como se podem proteger contra eles”.

Os cadernos para os estudantes incorporam conselhos suplementares, que reforçarão as mensagens recebidas dos seus professores.

O lançamento desses instrumentos, conforme nota do Governo de Cabo Verde, surge na sequência do recente aumento da utilização da Internet e dos meios de comunicação social na África Ocidental, associado ao manifesto desconhecimento das ameaças que daí podem decorrer, contribuiu para o desenvolvimento de atividades criminosas cibernéticas, que se estão a tornar uma das formas emergentes de crimes transnacionais.

“No passado, os principais fenómenos cibercriminosos na África Ocidental consistiam em meras fraudes na Internet e fraudes telefônicas. Atualmente, os tipos de cibercrimes que podem ser encontrados na região vão desde a sextorsão, a esquemas de bitcoins, a resgates, ao abuso de crianças online, à fraude eletrónica, à negação de serviço, ao hacking, às notícias falsas, etc”.

Neste sentido, por serem os jovens (adolescentes e crianças mais novas) que mais  frequentemente tem sido alvo de fraude, de sextorsão e de abuso sexual de crianças online, dado que não estão plenamente conscientes de todos os perigos da Internet e por pensarem que se trata de um local seguro e inofensivo.

E que esta incompreensão, prossegue, é também suscetível de os levar a “perpetrar agressões como o cyberbullying, a publicar comentários desagradáveis e ofensivos nos meios de comunicação social, condutas que violam a lei, dada a crença de que a Internet é uma zona sem lei”.

E que com a pandemia da COVID-19, o cibercrime evoluiu ao mesmo ritmo que as crianças e os adolescentes se tornaram mais ligados à Internet, logo, defende que “a falta de conhecimento das regras básicas de segurança e a proteção na Internet tornou-os uma presa fácil para os cibercriminosos cujas atividades aumentaram drasticamente durante a pandemia. Efetivamente, tiraram partido da situação pandêmica, reforçando e criando novas ameaças cibernéticas”.

Assim, no quadro da promoção da sensibilização das crianças e dos adolescentes para as ameaças proporcionadas pelo cibercrime, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC), através do seu Programa Global de sobre o Cibercrime, em cooperação com o Governo de Cabo Verde, desenvolveu materiais de sensibilização (Cadernos e agendas) a serem distribuídos nas escolas de Cabo Verde para apoiar estudantes, professores e pais a adoptar boas práticas de proteção contra o cibercrime.

O ato de lançamento dos Cadernos contará com a presença da Ministra da Justiça, Joana Rosa, o Ministro da Educação, Amadeu Cruz e da Coordenadora Sénior do ONUDC em Cabo Verde, Ana Cristina Andrade, que fará a entrega dos citados cadernos.

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