Parlamento/São Vicente: UCID pede maior humanização nos serviços de saúde do Hospital Batista de Sousa

14/10/2022 23:02 - Modificado em 14/10/2022 23:02
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Apoiando em exemplos concretos, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) voltou a pedir, durante a sua intervenção no parlamento, “maior humanização” nos serviços de saúde do Hospital Batista de Sousa (HBS) em São Vicente, por considerar que a “saúde é o nosso bem mais precioso”.

“Atender com ética, empatia, respeito, atenção e comunicação objetiva isso é humanização e nós temos sistematicamente apelado no sentido de maior humanização no Hospital Batista de Sousa”, disse a deputada dos demcocratas-cristãos, Zilda Oliveira.

Por conta de várias queixas de utentes neste hospital a que o partido disse ter conhecimento, a deputada pediu ao Ministério da Saúde que se esforce, no sentido de verificar a necessidade de prover formações aos técnicos.

Zilda Oliveira apontou como exemplos, que muitos pacientes dependam de familiares para se alimentarem, para fazerem  higiene pessoal, entre outros. Tudo isso, afirmou, “ninguém o faz se os familiares não estiverem presentes para o fazer”.

“Não é desejável ainda no nosso hospital que se forneçam garrafas pet (garrafas de 33 ml) para colheita de urina em doentes internados”, acrescentou Zilda Oliveira, chamando atenção  também para o serviço de hemodiálise que disse ter técnicos insuficientes, sucessivas ruturas de Medicamentos essenciais, pelos os quais têm um elevado custo no privado como é o caso de eritropoietina.

Toda esta situação, destacou, é agravada pelo “atraso no pagamento do subsídio” a esses doentes, “condicionando desta forma a sua qualidade de vida que por si só já não é boa”.

Ajuntar a estes problemas, questionou para quando o equipamento de TAC (Tomografia Axial Computadorizada) neste hospital. Situação que disse não fazer sentido que o hospital continua a depender do privado para realização deste exame.

Uma outra preocupação do partido prende-se com a saúde mental que disse que este continua a ser o “parente pobre” do nosso sistema de saúde, “não obstante os investimentos feitos”.

“As sucessivas crises impactaram diretamente a saúde mental de todos nós com um aumento de transtornos emocionais e comportamentais, com o aumento preocupante dos casos de suicídio, principalmente suicídio jovem”, comentou.

É neste sentido que a UCID pede mais técnicos e mais investimentos nos serviços de saúde mental do país.

AC – Estagiária

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