Ministro do Mar defende uma sólida aposta nos recursos do mar

28/01/2022 00:20 - Modificado em 28/01/2022 00:21

Abraão Vicente no ato de posse disse que a Direção Nacional das Pescas e Aquacultura e a Inspeção Geral das Pescas consolidam a visão do que é a economia Azul.

E que neste momento, o que o Ministério do Mar está a fazer é a consolidação de passagem de testemunho e de trabalho e têm um enorme desafio que é responder ao contributo factual que o mar tem dado à economia de Cabo Verde. “Oitenta por cento das nossas exportações pelo sector das pescas e hoje consolida-se, a necessária intensificação do trabalho e da viabilização do sector das pescas e marítimo, naquilo que é o contributo total para o PIB para a economia cabo-verdiana”, referiu.

Abraão Vicente defende que é preciso uma sólida aposta nos recursos do mar e aponta como próximo objetivo, do Ministério do Mar, mostrar a Cabo Verde, aos cabo-verdianos, à nação e à diáspora a importância de se apostar definitivamente no sector da pesca e marítimo.

“É preciso pensar em grande, de começar a transferir do Orçamento de Estado para o sector e fazer com que os recursos fiquem no sector para investimentos, de forma a criar mais riquezas, começando nos pescadores e nas peixeiras, criando melhores condições, passando pela parte acadêmica à industrialização”.

Para a Inspetora Geral das Pescas, Maysa Vera-Cruz Rocheteau e do Director Nacional de Pesca e Aquacultura, Albertino Martins, que asseguram que é com o mesmo espírito que encaram a continuidade do desafio.

Na leitura que faz do trabalho desenvolvido, Maysa Vera-Cruz Rocheteau diz que a fiscalização e inspeção das pescas é cada vez mais reconhecida, daí a necessidade de dar melhor e mais adequado enquadramento ao sector bem como aos que nele laboram.

Reconhece que vários foram os ganhos alcançados ao longo dos anos, mas assegura que o denominador comum de todas as estratégias do Ministério do Mar, deve passar por um desenvolvimento do capital humano, pela melhoria das condições laborais e ter uma abordagem centrada nas pessoas tendo em conta o seu papel na construção da economia do mar e na conquista dos objetivos preconizados. “Não posso deixar de referir expressamente a aprovação do Estatuto do Inspetor de Pesca em 2020, que veio dar forma a um conjunto de medidas que definem as condições laborais, competências, direitos e deveres permitindo um enquadramento numa carreia profissional”, apontou Maysa Vera-Cruz Rocheteau.

Para o diretor nacional de pesca e aquacultura, Albertino Martins, garante que a sua equipa está apta e ciente dos desafios que existem, e pretende trabalhar para resolvê-los e debelá-los.

Maysa Vera-Cruz Rocheteau é licenciada em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade do Mindelo. Foi reconduzida ao cargo de Inspetora Geral das Pescas, tendo sido anteriormente Coordenadora da Unidade de Inspeção e Garantia de Qualidade no Ministério da Economia Marítima.

Antes, exerceu as funções de Técnica do Setor do Ambiente na delegação do Mindelo do Ministério da Agricultura e Ambiente.

Albertino Martins é Mestrando em Recursos do Mar e Gestão Costeira, pela Uni-CV (DECMAR) / Universidade do Algarve, Licenciado em Biologia Marinha e Pescas, pela Universidade do Algarve, e Bacharel em Biologia Marinha e Pescas, pelo ISECMAR.

Foi Diretor Geral dos Recursos Marinhos no Ministério da Economia Marítima.

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