Cabo Verde recebe 885 mil euros da FAO para projeto que visa melhorar qualidade de água

27/01/2022 02:04 - Modificado em 27/01/2022 02:04

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) vai apoiar Cabo Verde na implementação de um projeto para melhorar a qualidade e a produção de água, orçando em 885 mil euros, foi hoje divulgado.

Ministério da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde divulgou que o apoio será concretizado ao abrigo de um protocolo assinado na terça-feira pelo ministro Gilberto Silva e pela representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, que disse que o projeto visa também sensibilizar os principais interessados sobre a relação entre a qualidade da água e segurança alimentar desde o campo até à mesa ao longo de toda a cadeia de abastecimento.

A representante da FAO referiu ainda que os projetos-pilotos serão orientados para o desenvolvimento das capacidades institucionais aprofundadas em tecnologias baseada em evidências, tais como técnicas de sequenciamento completo do genoma e de modelação hidrológica para aumentar a capacidade de avaliação do risco na identificação e rastreio de patógenos transportados pela água.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, salientou que este projeto internacional vai reforçar fortemente a capacidade de gestão da água para agricultura, num ambiente de escassez, de aridez, auxiliando também no controlo da qualidade de água e melhorar a capacidade laboratorial e os procedimentos a nível da qualidade de água para a agricultura.

Das metas a atingir, o ministro elencou a necessidade de assegurar a economia circular da água, reforçar o nexos água-energia, de acordo com plano de transição energética do país, aumentar a capacidade de produção de água e melhorar toda a prática de distribuição e da qualidade da água.

“Pretendemos reforçar toda a organização da classe produtiva no sentido de se ter cadeias de valor devidamente organizadas,  com certificação dos produtos, melhor  fornecimento do mercado, dando continuidade ao processo da reutilização das águas residuais tratadas,  assegurar que esta água seja de qualidade para não contaminar os produtos e assegurar que tenham uma boa qualidade”, disse o ministro.

O projeto, que abrange todas as ilhas de Cabo Verde, terá  duração de quatro anos e está orçado em um milhão de dólares (885 mil euros).

A parceria entre a FAO e Cabo Verde foi estabelecida em 1976, com assistência técnica e operacional que abrange os setores da alimentação e agricultura, incluindo a comunicação para o desenvolvimento e reforço institucional.

As primeiras intervenções centraram-se, principalmente, na assistência de emergência, escreve a FAO na sua página oficial.

Desde então, prosseguiu a mesma fonte, tem havido uma mudança em prol das intervenções de desenvolvimento a longo prazo, e um maior foco na segurança alimentar e nutricional, no aumento da produção e produtividade agrícolas, na melhor gestão da terra e no desenvolvimento da cadeia de valor.

Até 2019, FAO tinha 42 projetos em Cabo Verde, cobrindo uma ampla gama de áreas, incluindo cooperação técnica e assistência de emergência.

Lusa

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