Cabo Verde negoceia com Angola aviões Boeing 737 para companhia TACV – PM

27/01/2022 02:03 - Modificado em 27/01/2022 02:04

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, disse hoje no parlamento que a parceria em negociação com Angola e companhia angolana TAAG deverá envolver aeronaves Boeing 737, para melhorar a performance da companhia cabo-verdiana TACV.

Questionado esta tarde pela oposição no habitual debate mensal no parlamento, subordinado ao tema “O papel dos transportes na economia e na integração regional”, o chefe do Governo admitiu que a retoma da operação da TACV em dezembro, após 21 meses sem voos devido à pandemia de covid-19, foi feita com um Boeing 757 em regime de leasing.

“Tem de facto problemas de performance”, admitiu Ulisses Correia e Silva, quando questionado pelos deputados da oposição, justificando o recurso àquela aeronave, que está a garantir ligações semanais entre a Praia e Lisboa, por ter sido a mesma que já operou em 2016 e para a qual já havia licenciamento para a operação.

“Vai ser substituído por Boeing 737, nomeadamente na parceria que estamos a trabalhar com Angola, para garantir aviões com mais ‘performance'”, disse ainda Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo acrescentou que essa aeronave visa “essencialmente” servir os voos para os países da Europa, dado o alcance limitado, e prevê a aquisição de uma aeronave no segundo semestre deste ano para as ligações para Boston (Estados Unidos da América).

De acordo com informação da TAAG, a companhia angolana opera vários Boeing 737 com capacidade para 120 passageiros, essencialmente nas rotas domésticas, que está a substituir por seis Dash 8-400 turbo hélice.

Durante a manhã, no mesmo debate, o primeiro-ministro já tinha afirmado que os governos de Cabo Verde e Angola estão a procurar uma solução para efetivar uma parceria entre a TACV e a TAAG, companhias aéreas de bandeira dos respetivos países.

“Relativamente à parceria com Angola, nos transportes aéreos, é um processo que o Governo de Cabo Verde está a trabalhar com o Governo de Angola desde 2018. Iniciámos esse processo de conversações e esperamos que possamos encontrar as melhores soluções”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo também adiantou que a taxa de ocupação no avião com que a TACV opera ronda atualmente os 45%.

A Transportadora Aéreos de Cabo Verde (TACV) foi privatizada pelo Governo em 2019, com a venda de 51% do capital social a investidores islandeses, e renacionalizada em 2021 por decisão do Governo, na sequência da pandemia de covid-19.

lusa

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