“O Beijo Roubado” é a nova obra literária de Alexandre do Nascimento Soares

23/01/2022 20:11 - Modificado em 23/01/2022 20:11

A obra literária de Alexandre do Nascimento Soares “O Beijo Roubado”, vai ser apresentado, esta segunda-feira, 27 de janeiro, no Centro Cultural do Mindelo, por Didácio Évora.

Natural da ilha de São Nicolau, Alexandre do Nascimento Soares nasceu no dia 26 de dezembro na localidade de ‘Juncalinho’ tendo seguido para a Cidade do Mindelo, São Vicente, numa aventura de trabalhar e estudar.

Sem conseguir estudar em Mindelo emigrou para Angola, durante o serviço militar. Fez o segundo ano e já no início do terceiro ano, terminou o serviço militar no Ultramar, em Angola. Posteriormente emigrou para Holanda, seguindo depois para a Alemanha.

«Alexandre do Nascimento Soares, autor das obras ‘Sodade de Djalunga’ em 2010 e ‘Vida de Emigrante’ em 2012, os quais prevalecem os habituais problemas que dão origem à emigração no cabo-verdiano: a terra-natal é pobre, os recursos disponíveis são escassos, por vezes não permitindo das uma educação, uma formação e um conforto adequados à família, os longos anos de seca azedam mais a situação e, toca a abraçar a aventura de procuras uma outra vida em terras estrangeiras.

Ali chegando, essa busca de libertação confronta-se com outras vicissitudes de vária ordem, mas a vontade do cabo-verdiano trasborda nos seus múltiplos aspetos, sem, no entanto, perder a sua identidade original.

Neste ‘Beijo Roubado’, a ideia inicial não era apontar para a emigração como consequência desse ato inocente e espontâneo, mas sim despertar as personagens para uma vida de amor, de paixão, de união conjugal, de convivência familiar, não obstante o ambiente de pobreza e de escassez de recursos.

Alexandre consegue esse propósito até certo ponto, e empolga-nos numa leitura apaixonante e comovente, sendo disso exemplos os capítulos da vivencia e dois, dos casamentos, do nascimento dos filhos, do batismo, da aquisição de conhecimentos escolares, … O autor tropeça e cai ‘de novo’ nessa saga emigratória, levando duas personagens do seu romance a viajar para longe de ‘Djalunga’ e de S. Nicolau.

O beijo roubado fica na terra, mas os seus frutos saem dela, porque os tempos são outros, e os próximos frutos de outros beijos não roubados precisarão de educação, de formação e de confortos que nem ‘Djalunga’ nem S. Nicolau conseguem dar, infelizmente.

Quer ‘dentro’, quer ‘fora’ da terra, o amor continua a acontecer, a paixão prevalece, a união familiar é uma certeza, e, com os recursos agora conseguidos com muitas luzes para iluminar os corações que, doravante, não precisarão de roubar beijos para conhecerem a felicidade conjugal e familiar.

Por ser de ‘Djalunga’ e de S. Nicolau, e ter bebido muito da sabedoria e experiência dos pais, também naturais dessa ilha maravilhosa, por ter sido emigrante durante muitos anos, o Alexandre empresta um vocabulário real e verdadeiro ao romance, o que constitui um incentivo ao leito, à leitora, para começar e descansar só quando terminar a sua leitura.» Didácio Évora.

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