Parte do teto da casa na zona de Ribeirinha desaba com família dentro

21/01/2022 01:50 - Modificado em 21/01/2022 02:12
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A moradora Deolinda Rodrigues conta que momentos antes do teto desabar ela estava sentada, junto das filhas, um bebe de alguns meses e outra de três anos, mesmo em baixo do local. “Não sei o que teria acontecido se os escombros tivessem batido na gente”.

Mãe de três meninas, a maior tem 16, conta que o poste de eletricidade que está fixado na parte da frente da sua casa em Chã de Faneco, Ribeirinha, há muito tempo, que tem criado problemas na moradia e que acabou por complicar, quando dois carros em serviço da Câmara Municipal de São Vicente bateram nele.

“Já tem cerca de um mês que um carro da Câmara Municipal bateu no poste e o choque do embate, começou a provocar rachaduras no teto e recentemente outro carro, também, da câmara voltou a bater no local e começou a estalar e a criar fissuras” conta Deolinda Rodrigues.

Diz que derivado destes choques, aliado ao peso do poste que está fixado na parede, fez com as rachaduras ficassem mais visíveis e que acabou por quase provocar uma tragédia.

Contudo, antes de a situação chegar neste ponto afirma que quando soube que a edilidade estava a ajudar na requalificação de algumas foi pedir ajuda, mas recebeu a resposta de que pro a casa não ser dela, não poderia fazer nenhuma intervenção. “Fui pedir ajuda disseram que não podiam porque a casa não era minha. Mas tenho uma procuração passada pela minha tia, que é a dona da casa, dando-me plenos poderes para tomar decisões referentes a casa, mas mesmo assim recusaram”, assegura.

Agora, com o teto em más condições e que pode desabar completamente, abalada diz que não tem onde ir e nem dinheiro para pagar uma renda. “Recebo um salário mínimo. Não possuo condições de pagar uma renda. Não sei o que vou fazer, mas ficar aqui, a minha vida e a das minhas filhas vai ficar em risco”, desabafa.

Já em relação ao poste, que é da responsabilidade da Electra, diz que acionaram a empresa várias vezes para tomar alguma atitude em fazer algum trabalho para dar melhor sustentabilidade ao poste, mas nunca fizeram nada. “Já fui na Electra várias vezes, dizem que vem analisar a situação nada. E agora aconteceu isso e ninguém se responsabiliza” crítica esta mãe que diz também que quando o tecto desabou, a Electra esteve no local, após chamadas, mas os funcionários apenas recolheram o fio que estava espalhado pelo chão e foram embora.

“Disseram que não poderiam fazer nada hoje, porque era feriado e que depois voltavam, se calhar na sexta-feira”.

Esta moradora aponta como responsáveis a Câmara Municipal de São Vicente e a Electra.

Por ser feriado, até a publicação do artigo não foi possível conseguir uma resposta de nenhuma dessas instituições, pelo que retornaremos com uma reação noutro momento.

EC

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