Mulher exonerada após 27 anos de cadeia por crime que não cometeu

18/01/2022 11:10 - Modificado em 18/01/2022 11:10

Um casal passou 27 anos na cadeia por um crime que não cometeu. Ele acabou por morrer na cadeia.

Uma mulher de 74 anos que esteve 27 anos presa por alegadamente ter matado a sobrinha neta de quatro anos – crime que, sabe-se agora, não cometeu- foi exonerada esta semana. 

Em 26 de junho de 1987, Joyce Watkins, agora com 74 anos, e o seu namorado à data, Charlie Dunn, foram buscar a sobrinha-neta de quatro anos ao Kentucky, de acordo com um relatório do tribunal. 

Na manhã seguinte, Brandi estava sem reação, então Watkins levou-a para o Nashville Memorial Hospital.

Brandi sofria de uma grave lesão vaginal e traumatismo craniano e foi declarada morta no dia seguinte, segundo o mesmo relatório. Os dois condenados estiveram com a menina apenas nove horas, mas a médica legista, Dra. Gretel Harlan, concluiu que os ferimentos teriam sido sofridos durante esse período.

Um ano depois, em agosto de 1988, Watkins e Dunn foram condenados por homicídio em primeiro grau e violação agravada. Passaram 27 anos atrás das grades antes de, em 2015, lhes ser concedida liberdade condicional. Dunn acabou por morrer na prisão.

Antes de Brandi estar com o casal, a menina vivia em casa de Rose Williams, tia-avó de Brandi. A mãe de Brandi estaria à época na Geórgia. 

Durante esse período, um funcionário do Departamento de Serviços Sociais de Kentucky esteve na casa depois de receber uma denúncia de que Brandi teria sofrido abusos. Ainda assim, Joyce e o namorado foram os condenados. 

Agora, 35 anos depois, Watkins foi exonerada e quer limpar o seu nome. No processo, Watkins foi ajudada pelo Tennessee Innocence Project e pelo Gabinete do Procurador Distrital do Condado de Davidson.

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