Covid-19: Ministro da saúde reconhece forte “pressão sobre os profissionais” de saúde – “Mas o mais importante é que temos conseguido”

18/01/2022 00:36 - Modificado em 18/01/2022 00:42

O ministro da Saúde de Cabo Verde, Arlindo do Rosário, reconheceu hoje a forte “pressão sobre os profissionais” de saúde, sobre os hospitais, tendo em conta o volume de novos casos de covid-19 nas últimas semanas, o ministro da Saúde reconheceu esse quadro, mas sublinhou tratar-se de um problema “a nível mundial”, que tem sido ultrapassado com o esforço dos profissionais.

“A preocupação de lidar com a pandemia, que vai desde o diagnóstico, da testagem, a vacinação, o tratamento dos casos, o acompanhamento dos casos infetados. Enfim, é um trabalho hercúleo que tem sido realizado. Eu concordo que há essa pressão, nós sabemos isso, os profissionais estão cientes disto, mas o mais importante é que temos conseguido, como diz o senhor primeiro-ministro, fazer um bom combate à pandemia”, disse Arlindo do Rosário.

Neste sentido considera que o país tem conseguido fazer “um bom combate” à pandemia da covid-19, apesar da recente pressão sobre os hospitais, com o aumento de casos.

“Foi com os médicos, e com outros profissionais de saúde, em várias áreas, na enfermagem, na nutrição, na psicologia, e outros, que Cabo Verde conseguiu, e tem conseguido, dar uma boa resposta à pandemia”, afirmou o ministro, à margem da cerimónia da tomada de posse dos órgãos eleitos da Ordem dos Médicos Cabo-Verdianos, que decorreu hoje na Praia.

Desde o final de dezembro que Cabo Verde estava a registar recordes diários de novos casos de covid-19, até ao pico de 1.469 casos em 07 de janeiro, mas que desde então está em queda e há vários dias abaixo das mil novas infeções diárias.

O país já confirmou este mês que a variante Ómicron está a circular e conta atualmente com 3.037 casos ativos de covid-19 — caiu para metade na última semana — e um acumulado de 376 mortes por complicações associadas à doença entre 54.200 casos confirmados desde março de 2020.

À margem da cerimónia de hoje, que assinalou ainda o 25.º aniversário da Ordem dos Médicos Cabo-verdianos e o Dia Nacional do Médico, o governante sublinhou que apesar da forte pressão provocada pela pandemia de covid-19, os serviços de saúde do arquipélago continuam a dar resposta.

“Mesmo no ano passado, em plena pandemia, foram realizados a nível nacional aproximadamente um milhão de atos médicos em Cabo Verde. Estou a falar das estruturas públicas de saúde”, realçou Arlindo do Rosário.

O governante aproveitou a data para felicitar os médicos cabo-verdianos bem como os que através da cooperação internacional “têm trazido um porte de mais-valia ao serviço nacional da saúde”, nomeadamente médicos da Brigada Cubana, médicos da cooperação chinesa.

“O que posso desejar é que continuemos esse trabalho, esse esforço, esse sacrifico. Que de certa forma acredito que é reconhecido pela população. Vamos contar com esse mesmo empenho em todos os anos que virão”, afirmou Arlindo do Rosário, na mensagem aos médicos em Cabo Verde.

NN/Lusa

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