13 de Janeiro passa despercebido em São Vicente

13/01/2022 15:00 - Modificado em 13/01/2022 15:00

Cabo Verde completa hoje, 31 anos do 13 de janeiro, como marco da implantação do regime Democrático Pluralista.

A data, 13 de Janeiro de 1991 foi um marco histórico em Cabo Verde. Em São Vicente passa um pouco despercebido em São Vicente devido às indicações do Governo em cancelar todos os eventos na sequência dos condicionalismos impostos pela pandemia, que neste momento já fez disparar os casos a nível nacional e especialmente no Mindelo.

As atividades de celebração da data, ficaram condicionadas aos discursos na sessão solene do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, na Assembleia Nacional, na cidade da Praia, ilha de Santiago.

O 13 de Janeiro é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto nas primeiras eleições multipartidárias, após 15 anos em regime de partido único.

As primeiras eleições multipartidárias no arquipélago foram ganhas pelo Movimento para a Democracia (MpD), partido que regressou em 2016 ao poder após 15 anos na oposição e ao qual a data está mais associada.

Em São Vicente, ontem, quarta-feira, 12 janeiro, o escritor e advogado Germano Almeida considerou ser uma “falha grave” do sistema educativo que “datas importantes” do país como o Dia da Liberdade e da Democracia, o dia da Independência Nacional e outras datas relevantes não estejam currículos escolares, da forma como merecem.

Segundo a mesma fonte, que falava à imprensa à margem de uma conversa com alunos do 10º ano da Escola Secundária José Augusto Pinto sobre o 13 de Janeiro – Dia da Liberdade da Democracia – existem datas no País que precisam ser ensinados aos jovens e preservados, principalmente o 13 de Janeiro e o 05 de Julho – Dia da Independência.

“Acho que nós temos que colocar essas datas nos currículos escolares, porque no final das contas, nós somos a nossa história. Nós temos que fazer com que os alunos e as pessoas em geral conheçam a nossa história, porque se não soubermos de onde viemos, não saberemos para onde ir”, sustentou.

Germano Almeida admitiu, por outro lado, não ser “tão importante” saber a “paternidade” de datas como o 13 de Janeiro e o 05 de Julho, mas sim, defendeu, “são datas nacionais, que todos devem comemorar”.

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