13 de Janeiro: UCID afirma que prisão do deputado Amadeu Oliveira representa o “roubo da liberdade individual”

13/01/2022 14:19 - Modificado em 13/01/2022 14:21
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O presidente da UNião Cabo Verdiana Independente e Democrática, UCID, António Monteiro, afirmou hoje que o partido está preocupado com “situações anormais” que têm condicionado as liberdades individuais em Cabo Verde, como é o caso da prisão do deputado Amadeu Oliveira que representa o “roubo da liberdade individual” do mesmo.

António Monteiro que fez estas declarações esta manhã, durante a sua intervenção na sessão solene especial alusiva ao Dia da Liberdade e da Democracia, celebrado anualmente a 13 de Janeiro e que este ano completa 31 anos das primeiras eleições livres e democráticas em Cabo Verde.

Para o presidente dos democratas-cristãos considerou que se as medidas não forem tomadas, as consequências poderão ser nefastas para toda a sociedade cabo-verdiana, visto que o país vive momentos e situações que teimam em contribuir para que as práticas que “manifestamente” atentam contra a democracia e as liberdades individuais prevaleçam, salientando que não obstante os efeitos e impactos negativos causados pela covid-19, deveria haver abertura para mais diálogo com o rigor, melhoria na prestação de contas e uma maior consonância com o país real.

Mostrou-se neste sentido “muito preocupado” com a forma como algumas “situações anormais” estão a acontecer no país nos últimos tempos, defendendo a necessidade de se fazer uma profunda análise e adopção de medidas capazes de garantir de forma “tranquila” e “sábia” a resolução destas mesmas situações.

António Monteiro precisou na sua intervenção que o agir de forma “precipitada” e sem “conhecimento profundo” de determinadas situações, poderá colocar a todos em cima de “barris de pólvoras”, afirmando que a prisão do deputado da UCID Amadeu Oliveira representa o “roubo da liberdade individual” do mesmo.

Para Monteiro, a liberdade individual é imperativa e só ela dará dignidade aos nossos cidadãos, a liberdade é o nosso maior bem depois da vida”, declarou, sublinhando que o efeito pandémico sentido por todos não poderá absolver os responsáveis dos “muitos erros cometidos”, saciando assim “de forma vil” a liberdade de muitos cidadãos cabo-verdianos.

Nisto, considerou esta situação como “o grande desafio” que Cabo Verde tem pela frente, realçando que a liberdade individual é o grande motor de crescimento económico e que a elevação da tributação e a imposição de regras estatais burocráticas e a necessidade de licenças para actividades de baixo e médio riscos constituem uma grande afronta à liberdade individual.

“Retirar liberdade a um cidadão por ser incômodo é extremamente preocupante, pois  a partir deste enredo devidamente urdido para encandear os menos atentos tudo será possível, mas a vida não é feita só dos menos atentos”, alertou, informando que a UCID aguarda com serenidade e confiança nas demais instituições do país que a liberdade de Amadeu Oliveira e de mais cidadãos sejam restituídas.

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