Maya Angelou é a primeira mulher negra representada numa moeda dos EUA

12/01/2022 11:45 - Modificado em 12/01/2022 11:45

A poetisa Maya Angelou tornou-se, esta semana, a primeira mulher negra a ser representada numa moeda norte-americana. Esta é a primeira de cinco novas versões da moeda de 25 cêntimos, cujo objetivo passa por diversificar as imagens e as referências do dólar, já que, na sua maioria, estão representados homens brancos.

Na moeda, a ensaísta aparece de braços abertos, acompanhada por uma águia em voo e por um sol. No seu reverso, está estampado o busto de George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos da América (EUA). Segundo a Casa da Moeda dos EUA, a imagem foi inspirada pela sua poesia, sendo “simbólica da forma como vivia”, diz o The Guardian.

“Cada vez que redesenhamos a nossa moeda, temos a oportunidade de dizer algo sobre o nosso país – aquilo que valorizamos e como progredimos enquanto sociedade. Estou muito orgulhosa de que estas moedas celebrem as contribuições de algumas das mulheres mais marcantes da América, incluindo Maya Angelou”, esclarece Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, na rede social Twitter.

A moeda faz parte de um novo programa do Tesouro dos EUA, cujo objetivo passa por celebrar outras quatro mulheres da história recente do país, que contribuíram para áreas como a ciência, a cultura e a política.

Depois de um decreto-lei da democrata Barbara Lee, os norte-americanos tiveram a oportunidade de sugerir nomes de mulheres icónicas que gostariam de ver representadas. Entre elas está Sally Ride, a primeira mulher astronauta, Wilma Mankiller, a primeira mulher líder da Nação Cherokee, Anna May Wong, a primeira estrela de Hollywood de ascendência asiática, e, por fim, Nina Otero-Warren, líder do movimento sufragista do Novo México.

“Sinto-me orgulhosa por ter liderado o esforço de honrar estas mulheres fenomenais, que foram muitas vezes esquecidas na história do nosso país. Se encontrar a moeda de Maya Angelou, lembre-se das suas palavras, ‘certifica-te de que não morres sem ter feito algo de maravilhoso pela humanidade’”, refere Lee, citada pelo The Guardian.

Joe Biden, presidente dos EUA, pretende ainda que Harriet Tubman, abolicionista e ativista norte-americana que escapou à escravatura, se torne o rosto da nota de 20 dólares.

Recorde-se que Angelou, poetisa e ativista pelos direitos civis, faleceu em 2014, aos 86 anos, sendo mais conhecida pela sua obra de 1969 ‘Sei Porque Canta o Pássaro na Gaiola’ (em inglês, ‘I Know Why the Caged Bird Sings’).

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