Casal em situação de vulnerabilidade em Angola regressa à Cabo Verde com auxílio da Presidência da República

12/01/2022 01:12 - Modificado em 12/01/2022 01:16

Casal de cabo-verdianos residentes em Angola, em situação de vulnerabilidade, consegue regressar a Cabo Verde, com auxílio da presidência da república, no âmbito de um programa de acção humanitária entre os dois países, a favor de alguns elementos da comunidade, que pretendam regressar definitivamente a Cabo Verde, conforme informações da Presidência da República.

O casal Narciso e Ana Borges juntamente com os dois filhos menores, uma menor de 13 anos e um rapaz de 4 regressam ao país após terem sido dispensados dos seus trabalhos devido a pandemia da Covid-19. A esposa Ana Borges, de 34 anos, natural da ilha Brava, foi para Angola em 2015 e trabalhou dois anos numa empresa de alimentação/distribuição – Pekinalta – que foi dissolvida.

O esposo, Narciso Borges, de 33 anos, nascido em Angola descendente de cabo-verdianos, com nacionalidade cabo-verdiana, vinha trabalhando numa empresa no ramo de petróleos – Petromar – perdeu também o emprego, passando a família a viver de “biscaites”, da solidariedade de terceiros e do apoio da embaixada de Cabo Verde, sobretudo em cestas básicas.

A esposa após ter sido dispensada da empresa, em Abril de 2020 devido à redução de trabalhadores por causa da pandemia.

A presidência da república, diz que com o montante da indemnização recebida pela esposa, “cerca de 8 mil dólares, a mesma enviou uma parte para Cabo Verde para terminar a sua casa na ilha Brava e o restante foi sendo utilizado para satisfazer as necessidades da família enquanto buscava emprego. Comprou também bilhetes de regresso a Cabo Verde”.

Contudo, as viagens não se efectivaram devido ao fecho de fronteiras, a família acabou por ficar retido no país, em situação de vulnerabilidade, “passando a viver numa casa cedida provisoriamente por pessoa amiga” e ainda enfrentando problemas de sobrevivência devido à insegurança de trabalhos de alimentação.

Segundo a Embaixada de Cabo Verde em Angola, o casal pediu o apoio para regressar a Cabo Verde onde tem a sua casa pronta e onde terá apoio familiar.

“A Embaixada buscou parceria através da Org. Internacional das Migrações (OIM), com a qual realizou outros regressos humanitários com sucesso. Contudo, devido à descontinuidade do escritório da OIM em Angola e a falta de respostas, não conseguiu apoio em bilhetes de passagem”, lê-se no documento.

Entretanto, a Presidência da República, revelou que ao tomar conhecimento do caso começou logo a atuar, fazendo um trabalho de articulação entre diversas instituições com competência na matéria.

A acção humanitária desenvolvida para ajudar a família Borges foi proposta pela embaixada de Cabo Verde em Angola à Presidência da Republica, em conjunto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Ministério das Comunidades e Ministério da Família e da Inclusão Social.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.