“Fórum Pensar São Vicente 2035” vai custar cerca de 12 mil contos e visa ter até 2035 um São Vicente desenvolvido

12/01/2022 01:03 - Modificado em 12/01/2022 12:46

A realização do Fórum Pensar São Vicente, que acontece de 19 a 21 de Janeiro, na zona de Ribeira de Julião, onde está a ser construído um espaço especialmente para este propósito, que tem como objetivo é ter até 2035 um São Vicente desenvolvido.

O “Fórum Pensar São Vicente 2035 onde tradicionalmente acontecem as festas de São João foi uma opção da edilidade de São Vicente, tendo em conta que no centro da cidade não possui um espaço deste tipo, para a criação deste “Oásis”, para acolher, conforme o vereador Albertino Graça este evento, que “não se trata de mais um fórum”.

“Um fórum especial, que visa encontrar os caminhos de desenvolvimento de São Vicente”, conforme o vereador que tutela as pastas de Relações Externas, Cooperação e Comunidades, Economia, Emprego e Sustentabilidade.

Organizado pela câmara municipal da ilha, o evento sob o lema “Transformar São Vicente numa ilha atrativa, dinâmica e competitiva”, deverá custar cerca de 12 mil, e conforme a organização, visa estabelecer uma agenda de desenvolvimento da ilha nos próximos anos.

“Neste momento temos consciência que São Vicente tem condições extraordinárias para o seu desenvolvimento, condições naturais, mas também é detentora de um conjunto de ativos muito importantes, que permita à ilha atingir um estágio de desenvolvimento interessante, que também poderá impulsionar o desenvolvimento de São Vicente”, realçou o vereador.

Albertino Graça considera que no contexto atual da pandemia, que traz consigo outras crises, nomeadamente económicas e sociais, este fórum vem em boa hora, para discutir o futuro da ilha.

Um futuro que parece ser a longo prazo, mas afirma que não é, se for considerado, diz, que o principal projecto de desenvolvimento de São Vicente a Zona Económica Especial Marítima de São Vicente tem um tempo de implementação de 15 anos, ou seja até 2037.

“Mas o nosso objetivo é ter até 2035 um São Vicente desenvolvido e para isso é preciso encontrar os consensos para atingir este desenvolvimento e, nesta perspetiva saber como transformar estas potencialidades em forças competitivas, para que a ilha atinja o desenvolvimento desejado”, sustentou.

Questionado sobre o futuro deste fórum, pensado por esta equipa camarária, reconhece que após este mandato, pode haver outra equipa camarária com uma visão diferente, mas garante que o trabalho vai ficar em andamento. “O fórum dará o arranque e o seguimento, nos próximos dois anos, irá determinar se a próxima câmara, irá aderir a esta ideia de desenvolvimento de São Vicente”.

Afirma que esta é uma questão que deve ultrapassar as questões partidárias e os elencos camarários conjunturais. “Tem ser uma ideia da sociedade civil”, frisou. Ou seja, uma quebra de paradigma. “Em vez de ser o governo a dizer para os sanvincentinos o que é melhor para a ilha, serão os sanvnincentinos a dizer ao governo o que é melhor para a ilha e neste aspeto não terá problema”.

Sobre o espaço a ser construído para este propósito, de debater o futuro de São Vicente, diz que “Vamos ter quatro naves. A nave número um vai acolher a abertura do fórum, terá capacidade para 200 pessoas. As restantes naves irão acolher a discussão dos temas e dos painéis. Teremos uma maior, destinada às refeições, porque pretendemos que as pessoas fiquem cá durante todo dia”, acrescentou.

EC

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