Grupos carnavalescos terão verbas do Governo ao longo do ano apesar da proibição dos desfiles

12/01/2022 00:48 - Modificado em 12/01/2022 00:48
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Apesar da proibição do Carnaval pelo Governo em todo o território nacional, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas garantiu hoje que a verba destinada ao mesmo será disponibilizada aos grupos ao longo do ano.

O Ministro da Cultura fez este anúncio hoje na cidade da Praia, à margem da visita efectuada à Enapor e ao Complexo de Pesca da Praia, um dia depois do Governo ter anunciado a proibição de todas as actividades do Carnaval no País, justificando com o “aumento exponencial” de casos de covid-19 no arquipélago.

Neste sentido, afirmou que a decisão foi um trabalho conjunto de todos os sectores que estão envolvidos, nomeadamente os ministérios da Saúde, da Administração Interna e da Cultura, esclarecendo que fez uma audição prévia em Mindelo, “onde o Carnaval desempenha um papel económico e social bastante relevante”.

O ministro assegurou ainda que teve encontros telefónicos com o presidente da Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV), que também manifestou a sua abertura para colaborar com o Governo, dado que o ambiente não é propício para se realizar Carnavais.

“O que nós falamos é manter a verba que está inscrita no Orçamento de Estado para o financiamento do Carnaval, para ao longo do ano, financiarmos um conjunto de actividades dos grupos, nomeadamente compras de kits de Carnaval, batucadas, formações e viagens internacionais para formação, ou seja, vamos continuar a apoiar o Carnaval, mas claramente o contexto não é favorável para a organização de desfiles de rua”, vincou.

O mesmo recordou que desde 2017, o montante destinado ao Carnaval é de 10 mil contos financiados pelo Fundo do Turismo e para todo o território nacional.

“A primeira proposta da LIGOC foi copiarmos aquilo que se fez em São Paulo e Rio de Janeiro, em que se proibiu a manifestação de rua, mas autorizou-se as manifestações em sambódromo, mas não temos. A Rua de Lisboa em São Vicente ou a Avenida da Liberdade na Cidade da Praia, não são sambódromos e não temos capacidade de controlo”, reconheceu.

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