População quer uma lei de castração química e física dos agressores sexuais

11/01/2022 00:55 - Modificado em 11/01/2022 00:55
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Nos últimos tempos, tem-se assistido a uma discussão acerca da introdução em nosso ordenamento jurídico da castração química e física dos agressores sexuais, no país. O método consiste na aplicação de injeções hormonais para inibir o apetite sexual de condenados por crimes sexuais, levando o apenado à impotência para o ato sexual.

Na cidade da Praia, com isso em cartaz, um grupo de cidadãos resolveu agendar para a próxima quinta-feira, 20 de Janeiro, pelas 15 horas, na Praça Alexandre Albuquerque, no Platô. Os manifestantes querem levar a temática com o intuito de conseguir uma lei, e/ou decreto-lei, sobre a castração química e física dos agressores sexuais, como forma de mitigar a situação e contribuir para pôr cobro a este crime que afecta especialmente muitas crianças, mas também mulheres.

Um assunto, que em dezembro do ano passado levou o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, a se pronunciar, afirmando que o país respeita os direitos humanos e que não combate crimes de gênero e sexuais com extremos.

“Cabo Verde é um país que defende e é signatário de princípios muito claros, de direitos humanos, não se faz combate à criminalidade ou situação de abusos sexuais indo para extremos. Assim como nós não temos pena de morte, apesar de haver algumas situações de crime, não iremos para esses extremos”, afirmou.

Um assunto que não tem o aval do governo, mas que cada vez, vem ganhando adeptos a nível nacional, com o psicólogo Jacob Vicente também a defender esta forma de inibir os prevaricadores deste tipo de crime.

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