São Vicente: Virose gripal aumenta demanda ao Banco de Urgência com tempos de espera de três horas

6/01/2022 00:35 - Modificado em 6/01/2022 00:35

Um surto de virose gripal que se regista  na ilha tem aumentado a demanda de pacientes ao Banco de Urgência do Hospital Baptista de Sousa em São Vicente. Uma informação constatada no terreno e que foi confirmada pela presidente do conselho de administração do HBS.

Pacientes com sintomas gripais têm lotado o Banco de Urgência do Hospital Baptista de Sousa, HBS. Tosse seca, febre, constipação são os maiores sintomas dos doentes que esperam para serem atendidos. Mas, devido às restrições de acesso são obrigados a esperarem na rua. Os casos suspeitos de Covid-19 ficam logo isolados dos restantes, enquanto aguardam para serem chamados.

Keila Rocha, de 27 anos, com febre, dores pelo corpo e mal-estar, estava sentada no chão, mais afastada de todos, por não haver mais cadeiras disponíveis e também por “por não conseguir ficar de pé”.

Outros pacientes, alguns com sintomas menos graves, reclamam também do tempo de atendimento. “Já tenho mais de três horas à espera para ser atendida pelo médico/a, mas tem gente que encontrei aqui e ainda está à espera”.

Irina Monteiro que já estava de saída do local disse que “graças a Deus não é Covid. Tive febre à noite, já fui vista pelo médico. Fiz o teste de Covid que deu negativo , agora vou para casa. Conforme o médico, trata-se de uma virose”, explicou.

A presidente do conselho de administração do HBS, Ana Brito, reconhece que o atendimento no banco de urgência tem tido alguma demora, isso conforme explicou, deve-se a falta de pessoal, alguns em casa com covid-19 e também a sobrecarga de trabalhos aos restantes funcionários.

“Tem havido muita afluência ao banco de urgência e temos tido algum constrangimento em termos de demora no atendimento. Tanto os médicos, enfermeiros, ajudantes de serviços gerais, como técnicos já estão a fazer muitos esforços por que passam mais tempo no hospital até que os colegas cheguem”, lamentou.

Por outro lado, apela às pessoas para  procurarem  o serviço de urgência apenas nos casos urgentes, e que devem descongestionar o hospital. Para isso devem   dirigir-se aos centros de saúde, conforme os sintomas apresentados.

“Quem tem sintomas gripais leves  deve ficar em casa e trata-se como se faz com qualquer gripe, porque a maior parte das pessoas não irão ter mais que  uma gripe, com dores no corpo, febre. Recomendamos paracetamol, bastante hidratação, repouso e que liguem para o centro de saúde da sua zona de residência”, recomendou.

Neste momento, acrescentou Ana Brito, o aumento de casos de Covid na ilha de São Vicente levou o HBS  a aumentar o atendimento na emergência e a diminuir alguns serviços menos urgentes e o hospital está reservado para os doentes com evolução mais grave da covid-19 e para as pessoas cujos sintomas ultrapassem os cinco dias, que estejam a aumentar e que tenham dor torácica e falta de ar.

Elvis Carvalho

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