Carnaval de São Vicente: Grupos reúnem-se para decidir se avançam ou não com a sua realização

5/01/2022 11:23 - Modificado em 5/01/2022 11:24

Com o avanço da variante ômicron da covid-19, em Cabo Verde e com os casos a aumentarem diariamente, em São Vicente os grupos de carnaval e a LIGOC, reúnem-se esta semana, sexta-feira, 07 janeiro, para decidir se vão participar do Carnaval em 2022, que está agendado para o dia 1 de março, considerado um dos maiores eventos culturais e económico de São Vicente.

O município já havia anunciado, em outubro, o cancelamento do baile tradicional e fogos-de-artifício no fim de ano, também devido ao cenário pandêmico.

Uma situação difícil, já que com o País em situação de contingência até ao dia 20 de Janeiro, estão encerradas as instalações cujas actividades culturais, artísticas, recreativas e de lazer, se realizam em condições que dificultem o controlo e a fiscalização ou não cumpram as regras sanitárias.

E a participação em eventos fica condicionada à apresentação, em simultâneo, do certificado Covid de vacinação ou de recuperação e de uma declaração de resultado negativo de teste de despiste de antigénio realizado dois dias antes.

Os ensaios que costumam arrancar a um mês dos desfiles, não se sabe sequer se vão iniciar. Já que atividades organizadas que podem ocasionar aglomerações, é exigida a apresentação de testes ou certificado de covid.

Os ensaios como as apresentações apresentaram os respectivos enredos, figuras de destaque, músicas e reinados, que normalmente ocorrem em janeiro, podendo ser adiados.

A decisão de realizar o Carnaval em 2022, conforme o autarca mindelense, surgiu depois de reunir-se com o delegado de Saúde de São Vicente, Elísio Silva, que se mostrou favorável devido à melhoria da situação sanitária em Cabo Verde e, particularmente, na ilha de São Vicente.

No entanto, a situação sanitária no país tem-se agravado com o aumento diário de casos a nível nacional, e com a variante ômicron da covid-19, a circular no país.

Agora é esperar a decisão da reunião dos grupos, no entanto, os mindelenses dividem-se quando a sua realização.

São Vicente por ser uma cidade com forte tradições carnavalescas, muitos querem e almejam a realização da festa de qualquer jeito, enquanto outros se posicionam contra, alegando a proteção da saúde das pessoas.

“Nas ruas de São Vicente, no dia de carnaval, costuma-se ter milhares de pessoas a festejarem. Vêm pessoas de todo o canto do país e também, o país recebe muitos turistas europeus para o Carnaval e isso pode causar um aumento de casos por aqui”.

“Não há como controlar as pessoas que se encontram nas ruas. Dizem que os foliões e todas as pessoas que trabalham no carnaval têm que ser vacinados. E os restantes, como vão controlar isso, porque haverá pessoas que não foram vacinadas”.

“Sinceramente nós precisamos de outras coisas e não de carnaval. Ao invés de se preocupar com os graves problemas socioeconómicos da ilha, estão a preocupar com carnaval”.

“Carnaval é uma tradição desde de longa data. Festeja quem quer e gosta e quem não quiser que fique em casa. A ilha não pode ficar dois anos sem carnaval”.

Para além da Escola de Samba Tropical, estão já confirmadas as presenças no Carnaval 2022 dos grupos oficiais Monte Sossego e Cruzeiros do Norte, faltando a posição oficial de dois outros grupos, Flores do Mindelo e Estrelas do Mar, que ainda não se pronunciaram publicamente.

O grupo Vindos do Oriente, por seu lado, já anunciou, através de um comunicado, que não vai estar presente no Carnaval 2022, tendo em conta “as grandes incertezas” derivadas da pandemia da covid-19 e da situação económica e financeira do País.

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