UCID: António Monteiro defende que a nova liderança do partido saia de São Vicente

5/01/2022 09:59 - Modificado em 5/01/2022 10:03

Um candidato eleito nas próximas eleições da UCID, fora da ilha de São Vicente “poderá ser penoso e poderá prejudicar o partido” a nível social em São Vicente.

A posição é defendida pelo atual presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, António Monteiro, que não concorre a mais um mandato à frente do partido, que considera que apesar do partido ter nas últimas eleições legislativas vinte mil votos, só conseguiram eleger quatro deputados em São Vicente.

Logo, a prioridade conforme o líder da UCID é manter estes quatro deputados e trabalhar para criar uma dinâmica maior da que existe atualmente e acredita que uma possível deslocação da sede do partido para qualquer outra parte do território nacional poderá ter implicação negativa.” Espero que os militantes entendam isso e que continuemos a trabalhar com a possibilidade de nas próximas eleições, podermos aumentar o nosso score e consequentemente podermos eleger em Santo Antão, Sal e quiçá em Santiago.

“Portanto nós temos que juntar aquilo que temos em São Vicente e as outras ilhas. Agora vir esvaziar São Vicente numa tentativa de encontrar uma maior dinâmica noutras ilhas para iniciar do zero será complicado”, sustentou António Monteiro.

O mais sensato, segundo este dirigente político é fortalecer, ainda mais a UCID em São Vicente e paralelamente dinamizar as regiões nas outras ilhas, para que ganhem uma dinâmica superior à que tem neste momento.

Que UCID deixa para o futuro e os próximos desafios

Embora tenha contribuído “enormemente” para o crescimento da UCID, António Monteiro diz que gostaria de ter deixado um melhor partido, mais pujante e, que pudesse em todas as ilhas, a mesma performance que tem em São Vicente.

Neste quesito, assume as responsabilidades de não ter alcançado tal objetivo, mas mostra-se satisfeito daquilo que o partido conseguiu ao longo da sua liderança. “Deixo um partido forte, porque quando assumi a UCID, na primeira vez que participamos numa eleição em São Vicente tivemos 400 votos, a segunda vez em 1996, nas legislativas em que participamos em todas as ilhas, dos 1500 votos que tivemos 800 votos era da ilha de São Vicente”, explica António Monteiro que foi cabeça de lista, a primeira, nestas eleições.

Agora, vinte e cinco (25) anos depois, o partido tem mais de mil mil votos a nível nacional, com São Vicente a deter a maior fatia do bolo. Neste momento a UCID é a segunda força política mais forte na ilha do Monte Cara, depois do MPD.

“A UCID cresceu de forma robusta. É um partido que tem grandes fraquezas financeiras, mas com uma dedicação total dos seus dirigentes, militantes e simpatizantes, além da simpática”, prosseguiu Monteiro, que entretanto não reflete em votos nas eleições.

EC

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