Caso Alex Saab: PGR arquiva o processo contra os empresários Gil Évora e Carlos Anjos

31/12/2021 15:52 - Modificado em 31/12/2021 15:52
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A Procuradoria-Geral da República mandou arquivar o processo contra os empresários Gil Évora e Carlos Anjos, que tinham sido acusados pelo Ministério Público de “usurpação de autoridade cabo-verdiana”, por não ter havido provas de que teriam ido à Venezuela como emissários oficiosos do Governo, supostamente, para negociar a não extradição de Alex Saab para os EUA. 

O despacho da Procuradoria da República da Praia, através do Departamento Central de Acção Penal, afirma que mandou arquivar o processo “contra os senhores Fernando Gil Alves Évora e Carlos Jorge Oliveira Gomes dos Anjos, por não ter resultado qualquer prova dos factos de que vinham indiciados e nem que tivessem incorrido na prática de “Usurpação de Autoridade Cabo-verdiana”, lê-se no despacho assinado pelo procurador Vital Moeda.

Segundo a PGR, não se conseguiu provar que Gil Évora e Carlos Anjos “para além das diligências tenham cometido o crime de que vinham indiciado, nem de nenhum outro”.

A investigação a este caso foi ordenada pelo próprio Procurador-Geral da República, Luis José Landim, com base nas notícias saídas na imprensa nacional e estrangeira que davam conta de deslocação de Gil Évora, então PCA da Emprofac, e de Carlos Anjos, ex-director geral do Turismo, à Venezuela para um suposto encontro com o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Gil Évora, todavia, não apresentou ainda uma acção contra o Estado pelos danos que lhe foram causados, sendo o Governo o principal culpado – a sua demissão mostrava que o Governo sabia o que aconteceu, quando, na prática, agiu de forma repentina dando aos cabo-verdianos a garantia de que, efectivamente, os dois empresários agiram isoladamente.

Ao Santiago Magazine, Gil Évora revelou que já intentou uma acção judicial contra o jornal El Nuevo Herald “por ter noticiado três mentiras: que fomos enviados do Governo de Cabo Verde para tratar da libertação de Alex Saab; que fomos recebidos por Nicolás Maduro; e que trouxemos 6 malas cheias de dinheiro”.

O processo-crime contra o Herald, segundo Évora, está a ser liderado por uma firma de advogados (AKERMAN LLP), sediada na capital da Florida, que pede uma indemnização de 2,5 milhões de dólares ao jornal “por danos morais, difamação e danos especiais – perda de trabalho, perda de reputação”.

Gil Évora também anuncia processar a TCV e o jornalista Marco Rocha, enquanto editor do Telejornal, por reproduzirem a notícia mostrando cópia do seu passaporte português.

“Houve divulgação de informações pessoais, o que representa um crime. O Marco Rocha como editor do Telejornal foi quem orquestrou tudo”, afirma o empresário, que também promete apresentar queixa contra a comentadora política Rosário Luz “por ter repetido todas as mentiras que o Nuevo Herald publicou, ter desenvolvido um debate sobre o tema em que nos caluniou a torto e direito no seu blog e na sua página do facebook”.

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