São Vicente: Em greve, vigilantes pedem Socorro ao PR e ao Ministro da Administração Interna

30/12/2021 11:53 - Modificado em 30/12/2021 11:53
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Em greve durante três dias, com início hoje, até 8 horas de domingo, os vigilantes das empresas de segurança privada em São Vicente, Silmac, Sonasa e Sepricav, afetos ao Sindicato de Indústria Geral Alimentação e Construção Civil e afins (Siacsa), cansados da falta de cumprimento da lei, do descaso das autoridades e da humilhação constante, lançaram hoje um apelo ao governo, na pessoa do Ministro da Administração Interna e ao Presidente da República.

 Em causa, conforme o representante do SIACSA em São Vicente, Heidy Ganeto, os mesmos motivos, com destaque para a atualização da grelha salarial entrou em vigor desde 01 Maio, mas que até então não está sendo cumprido pelas empresas de vigilância privada. “A única empresa que está a cumprir, e de forma incompleta é a SONASA”, referiu o sindicalista.

Heidy Ganeto diz que as empresas SILMAC e SEPRICAV, já começaram a receber de alguns clientes, o valor do Preço Indicativo de Referência (PIR), que garante a implementação do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT), assinado em 2017.

Contudo, assegura que em vez de ser feita a atualização do salário, essas empresas optaram por dar um subsídio de desempenho de dois mil escudos (2000). “Um subsídio fantasma, porque não está na grelha salarial e muito menos na lei. Exigimos a essas duas empresas que atualizem o vencimento para 17 mil”, isso para os para os estagiários, realçou este responsável.

E enquanto isso não é cumprido, volta a fazer uma chamada de atenção ao Governo e às entidades responsáveis pela fiscalização, a fazerem os seus trabalhos, que é garantir a efetivação daquilo que está na lei. “Já é demais. Uma lei em vigor desde de Maio e não estar a ser cumprido, não se entende o que se passa” criticou Heidy Ganeto.

Este responsável acusa, também, o próprio Governo de não estar a respeitar a lei. “O próprio governo não respeita a lei”, afirmou a mesma fonte, referindo que existem instituições do Estado que têm vigilantes, de não estarem a cumprir com o pagamento do valor de mercado.

Em relação a adesão, bastante fraca está manhã, que segundo Heidy Ganeto teve bastante adesão, todavia, não estão presentes no local, por pressão, medo de represálias das empresas. “Algumas pessoas estão a ser condicionadas pelos diretores das empresas. Os vigilantes que estão nos postos a receberem o referido subsídio de 2000, receberam uma nota da empresa a avisar que se aparecerem na greve, são-lhes retirado o subsídio.

Outra justificaria é que além do serviço mínimo assegurado às empresas, a terem direito a 90 vigilantes para cobrir as três empresas, têm os vigilantes que aderiram, mas ficaram em casa. “Mas a greve é no local de concentração”.

Em São Vicente existem cerca de 450 a 500 vigilantes.

A nova grelha salarial deveria entrar em vigor em Maio de 2021. Com a sua implementação prática, nenhum trabalhador, desde a sua entrada na empresa, deverá ganhar um salário inferior a 17 mil escudos.

Elvis Carvalho

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