SINDEP denuncia “clima de medo” no seio dos professores

29/12/2021 02:38 - Modificado em 29/12/2021 02:38
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O Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP) diz que o clima no sistema de ensino nacional é de “medo e pressão” e aponta o dedo ao Ministério da Educação, que afirma ter uma posição de intimidação.

A afirmação é do Vice presidente do SINDEP, Nelson Cardoso à margem da reunião ordinária realizada em São Vicente, na segunda e terça-feira, após ter sido instado pelos jornalistas sobre a análise que o sindicato faz do “clima”, no seio dos professores.

Neste sentido, diz que o sindicato está ciente dos desafios que tem para com a classe. “fazer sindicalismo com este clima é difícil”, sustentou o sindicalista, salientando que são “tantas reivindicações e necessidades”, que muitas vezes, acaba por ser uma luta sindical.

 Nelson Cardoso denuncia, ainda, tentativas de inibir o professor a participar nesta luta pelos seus direitos que, como diz, são muitos. “São todas as pendências que se arrastam desde de 2016 a esta parte. Quando falamos de pendências, falamos dos subsídios da não redução de carga horária que não foram pagos desde 2016, das reclassificações desde de 2016 que ainda não foram publicadas, pagamentos de horas extras de professores deste ano, uma série de incumprimentos”, elencou o sindicalista que promete que o SINDEP, em 2022 vai ter uma nova abordagem, na forma de encarar as coisas.

Nelson Cardoso, diz ainda que existe muita negação dos direitos dos trabalhadores. “Quando falamos de negações, falamos também de altos prejuízos”, referiu o sindicalista que citou a título de exemplo, a questão da reclassificação. “Quando um professor aguarda desde de 2016 aguarda por uma reclassificação na carreira, que pode representar um aumento significativo em cima do vencimento e só multiplicar por ano para ver quanto é que esta pessoa está a perder.

E quando o Ministério da Educação faz estas reclassificações, prosseguiu, não os faz de forma retroativa, o que acaba, também, por prejudicar “grandemente” o professor.

 A Reunião Ordinária em São Vicente, teve como pontos informações, analise da situação política sindical, negociações com o ME e o funcionamento do próprio sindicato, bem como a  analise da situação financeira e plano de atividades e orçamento para 2022.

Da reunião, assegurou Nelson Cardoso, saiu uma resolução para entregar ao ministério, com os compromissos a serem firmados por escrito. “Há diálogo sim, mas o diálogo tem que ser consequente e não ficar apenas no dito por não dito”.  Não é uma questão de confiança, mas no preto no branco e vamos propor que tenha um timing de resolução”.

Uma nova abordagem, que o sindicato vai ter nos próximos tempos, para garantir um compromisso de facto do Ministério da educação.

É que segundo Nelson Cardoso, as negociações “estão apenas em promessas”. “O Ministro da Educação garantiu que em dezembro seria publicado a lista das reclassificações de 2016 e o ano está no fim e ainda nada”, criticou este sindicalista que relembra ao ME, também, sobre a questão da aposentação dos professores, que os estatutos  define que deverá acontecer de junho a  dezembro  ainda nada.

Tudo isso, assegurou, vai implicar uma nova tomada de posição e que em 2022 vai ser um ano de muito trabalho e muita luta.

Elvis Carvalho

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