São Vicente: Estagiários do IEFP agastados com sucessivos atrasos no pagamento do subsídio pedem mais respeito

22/12/2021 13:56 - Modificado em 22/12/2021 13:56
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Em São Vicente, um grupo de estagiários, do programa de estágios profissionais do IEFP, realizaram esta manhã em São Vicente, uma manifestação pacífica em frente à sede do instituto na ilha, para assim, voltar a chamar a atenção, para o não cumprimento do contrato com os estagiários.

Trajados de negro, “simbolizando a escravidão” e com mascara facial escrito censura, porque “somos obrigados a ficar calados”, e munidos de cartazes, estes jovens, que fazem parte de cerca de mais de 100 na ilha, que participaram do programa de estágio, voltam a exigir ao IEFP, que cumpra o acordado no contrato e pague o subsídio. Alguns reclamam dos atrasos de três meses, outros de quatro meses no pagamento do subsídio.

Os estagiários em São Vicente, que dizem ter recebido o último subsídio no mês de agosto, quando já estamos em Dezembro, aguardam a promessa do IEFP de pagar o subsídio que muito “os ajuda com as despesas do dia-a-dia”.

Embora cumpram o contrato, afirmam que esta é uma “situação reincidente”, com registros de atrasos no pagamento e denunciam, novamente, o atraso no pagamento dos subsídios referentes aos meses de Setembro, Outubro e Novembro, tendo em conta que as folhas são entregues de 15 a 20 de cada mês, para processamento do referido subsídio”, argumentou Gustavo Silva, cidadão português a viver em Cabo verde que fez parte do estágio.

Os mesmos pedem a resolução do problema “de uma vez por todas” para evitar constrangimentos contínuos no programa. “Estamos aqui, porque começamos o nosso estágio profissional e fomos bem recebidos nas empresas, o que agradecemos, mas fomos como profissionais. Tivemos quatro anos de curso, estudamos e lutamos para isso e fomos atrás de uma experiência”, refere Zenaida Silva, realçando que “só que temos um contrato com o IEFP, onde diz que todos os meses paga a todos para estarem no local”.

Alegam que cumpriram com a parte que lhes cabia, e por isso reivindicam os seus direitos, mesmo que seja um subsídio, mas “temos que recebê-lo”. Dizem ainda, o que deixa-os mais indignados é que não têm uma resposta.

Logo defende, que se o governo não pudesse pagar, diria que era um estágio de graça e iria, quem quisesse, mas fomos com um contato. “Devem ser os primeiros a dar o exemplo”, sustentou Zenaida Silva, já que existem também denúncias de empresas que não pagam a parte que lhes cabe. “Tem umas empresas que deviam pagar uma parte, mas não pagam e outras pagam”.

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