Populares acusam CMSV de impedir cidadãos de exercerem cidadania – Polícia Marítima suspende trabalhos de requalificação da piscina de Pedra de Doca

20/12/2021 23:55 - Modificado em 21/12/2021 11:54


Após suspensão, no domingo, 20 de dezembro, dos trabalho de limpeza e recuperação da antiga piscina da Matiota “Pedra d´Doca” em São Vicente, pela Polícia Marítima, por não possuírem autorização do IMP, o mentor da  iniciativa António Pedro Silva, afirmou que vai recorrer às altas instâncias do país, e também contactar entidades internacionais, sediadas, ou não em Cabo Verde para denunciar este tipo de casos.

É que para este ativista social, numa altura em que os trabalhos no local, em curso há três semanas, e com quase 90% feitos, foram obrigados a suspender os trabalhos. “Os agentes da Polícia Marítima chegaram e exigiram uma autorização do Instituto Marítimo e Portuário, IMP, para realizar esta limpeza”, uma situação, que considera incompreensível- tendo em conta que se trata de uma iniciativa popular, cujo propósito é devolver o tanquinho à população desta ilha.

António Silva diz ainda que este é uma “ato de insanidade”, e acusa o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, por detrás desta situação, que afirma ser caricata.  

“Por ser um acto de cidadania, não tem nenhum motivo para ser negado”, apontou este responsável, que garantiu ainda que vai recorrer às altas instâncias do país, e também, caso seja necessário, contactar entidades internacionais, sediadas ou não no país, para expor esta situação, quase de “insanidade”.

Este é uma acto, que António Silva considera que deveria ser capitalizado. Contudo, lamenta o facto das autoridades em vez de estimular actos de cidadania, estejam mais interessados em impedir.

“Isto é estranho, porque a Câmara Municipal de São Vicente deveria estar a ajudar na retirada da terra do local e a estimular este tipo de iniciativa. Se os cidadãos se juntarem neste tipo de trabalhos, a ilha fica mais limpa e mais bonita”, salientou.

Com efeito, avançou que a população mindelense deveria exigir, sim, do Estado a remodelação do local, já que foi o responsável pela sua destruição.

“Os cidadãos podiam exigir ao Estado, porque esta praia surgiu com os ingleses há mais de 100 anos, uma iniciativa privada dos operários ingleses. Foi remodelado nos anos 30, há mais de 80 anos por iniciativa de cidadãos mindelenses. Então o Estado que a destruiu tinha que reconstrui-lo”, explica António Silva.

Elvis Carvalho

  1. José Antonio

    Vamos refazer o caizinho e devolver à cidadania.

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