Mindelo chora e lamenta a morte de Dulce Matias , PJ investiga as causas

19/12/2021 23:44 - Modificado em 19/12/2021 23:47
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A morte de Dulce Matias, de 54 anos, na noite de sexta-feira, 17 dezembro, após  uma queda de cerca  três metros de altura , no Prassa 3 Hotel, em São Vicente apanhou todos de surpresa e são várias as reacções partilhadas nas redes sociais que mostram a solidariedade com a família da cantora.

Este online divulgou que a cantora caiu de uma altura de cerca de três metros do pátio, onde decorria um evento musical, para a cave onde funcionava um Pub do Hotel Prassa 3 , situado na Praça Nova, Mindelo. 

A queda resultou num traumatismo craniano que provocou a morte da cantora. Informação avançada por este online e confirmada hoje, domingo,  pelo Delegado de Saúde de São Vicente, Elísio Silva.

Com este incidente, que está ainda sob a alçada da Polícia Judiciária, que investiga o sucedido, as homenagens sucedem-se, nas redes sociais, da parte dos amigos, familiares, fãs, conhecidos e várias personalidades nacionais que  deixam os sentimentos de pesar  para familiares e amigos da vítima.

 “Ela não merecia partir da forma como aconteceu”, lamentou um fã que diz ainda, que é preciso apurar responsabilidades neste caso, que deixa o país, com um registo de três mortes no dia 17 de Dezembro , primeiro Cesária Évora, seguida de Celina Pereira e agora Dulce Matias.

“Uma ternura de pessoa, uma luz incrível. Ainda tinha muita coisa a dar. Adorava a tua voz. Simplesmente soberba a voz por trás do tema “Nha Cumpadre Faustine”.

“Dulce Matías, com uma voz espetacular, me fascina as suas interpretações”, refere Carlos Lopes.

Para Luís Silva, a artista deixa um legado importante para a história da emigração, não somente como artista mas também como mulher assumida, lutadora e duma enorme solidariedade para com a família e os patrícios.

Regressava constantemente a Mindelo onde apresentou o seu último trabalho discográfico, “com um projecto de investimento importante, que aliás deve continuar o sonho da Dulce”, refere a mesma fonte.

Para este amigo, “a morte a surpreendeu quando estava carregada de projecto musicais e económicos para a sua terra natal. Era o exemplo de uma geração de jovens mulheres que lutaram dignamente para encontrar um lugar ao sol de vida na diáspora, pensando sempre na sua terra natal”.

“Não conheci a Dulce, quer como pessoa quer como artista, mas fiquei muito sensibilizado por essa homenagem póstuma tão sentida. É esta marca que devemos legar para as pessoas que tanto prezamos e que de nós devem levar”, cita outra fonte.

Oriunda de uma família de músicos da periferia do Mindelo, (Salamansa), emigrou muito jovem para a França, onde ao lado de vários artistas se iniciou na arte de cantar, participando em todas as atividades culturais da comunidade.

Dulce Matias tem dois discos no seu currículo: “Reservóde” (1999, que depois de reeditado em 2001, pela Idéalsongs Music passaria a chamar-se “Razâo d’existi”) e “Mel D´Cana”, álbum lançado em 2004 e que lhe valeu a nomeação para o Kora Awards 2004, na categoria de Melhor Cantora da África Ocidental. 

EC

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