“Marcha Lilás” para unir as vozes a todas as vitimas de violência no país

17/12/2021 01:13 - Modificado em 17/12/2021 10:18
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Um grupo de cidadãos sai às rua nesta sexta-feira, 17 dezembro, na cidade da Praia, ilha de Santiago, numa “Marcha Lilás – Nossa voz por todas as vítimas” que visa exigir respostas sobre os casos de violência que assolam o país e que tem revoltado a população cabo-verdiana.

Vestido de negro, que simboliza o luto nacional, este grupo liderado pela ativista social, Virgínia Mendonça, que avançou que vão sair nas ruas da capital par exigir mais esclarecimentos sobre a morte de Eliane Pinto, adolescente morta na semana passada na ilha do Sal, a morte da mulher no Fogo pelo marido, a morte da mulher em Santo Antão também pelo companheiro, bem como outros casos de feminicídio registados no país, os crimes de VBG. E ainda os crimes de violência sexual contra menores .

“É hora de levantar a nossa voz e exigir respostas. Um momento também de mostrar a nossa solidariedade as famílias que perderam entes queridos vítimas de assassinato e que não queremos mais isso na nossa sociedade. Queremos unir as nossas vozes as vitimas de abuso sexual, como por exemplo, as duas crianças aqui na cidade da Praia, onde o Tribunal deu a dois rapazes de catorze anos, condenados por violarem duas crianças, na Praia, uma de cinco e outra de sete anos, uma multa de cinquenta mil escudos e um pedido de desculpas”, refere esta ativista.

O caso da adolescente, diz, chocou o país, mas realça abrange todas a vitimas de violência, sem exceção, e embora a manifestação seja feita na cidade da Praia, não tira o impacto pretendido, que é chamar atenção das autoridades na falta de respostas sobre este e outros casos, que é um dos motivos que os leva a saírem as ruas, com o objetivo de pressionar as autoridades para que seja dada uma explicação a respeito do assassinato do adolescente ocorrido a uma semana.

Com faixas, cartazes, os manifestantes vão-se concentrar a frente do memorial Amílcar Cabral, passando pelo Palácio do Governo/Chã de Areia, Avenida dos Combatentes, e seguem para o Palácio da Justiça, para mostrar às autoridades o sentimento de revolta e a ânsia de justiça que pairou sobre os familiares de Eliane Pinto de 13 anos na ilha do Sal, cuja resposta divulgada pela delegacia de saúde não agrada a população, que acredita que ainda faltam dados, para esclarecer o crime.

 “Vamos levantar a nossa voz contra a violência que assola o país e que recentemente fez vítimas mortais. Contra os casos de abuso sexual de menores e VBG”, elenca Virgínia Mendonça, que assegura que a população clama por medidas mais fortes e concretas. “Um pulso firme no combate a violência que assola este nosso pequeno país” critica esta ativista.

Por isso, a população quer chamar a atenção sobre algo que poderá acontecer com qualquer um e que as autoridades, devem ser capazes de dar melhores respostas a todos esses crimes.

EC

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