Caso Eliane: A criança foi ou não foi violada? Afinal o que aconteceu?

15/12/2021 00:31 - Modificado em 15/12/2021 12:47
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Na ilha do Sal vários grupos de familiares, amigos, conhecidos e sociedade civil estão a projetar fazer uma manifestação na ilha e com dimensão nacional, para exigir as autoridades que esclareçam com verdade as causas da morte de Eliane, quinta-feira, 9 Dezembro. As dúvidas relacionam-se e que deixam várias questões em aberto. Entre as quais :

Como é que a criança foi parar em Monte Leão sabendo que estava em Santa Maria ?

O corpo da criança apresentava sinais  de violência ? Indícios de violação ?

A criança terá sido violada antes e jogada no mar pelo suspeito para evitar  a sua identificação?

Porque é que estava apenas de roupa interior?

Onde estão as roupas e mochila que não foram encontrados no local?

O delegado de saúde da ilha do Sal, ao anunciar que a causa da morte de Eliane Pinto, de 13 anos, foi afogamento, trouxe ainda mais confusão a este processo. O certificado de óbito revelou morte por afogamento da menina encontrada  na zona de Monte Leão, na ilha do Sal, depois da autópsia realizada no domingo, 12 dezembro.

Documento diz que Eliane Pinto foi morta por asfixia, afogamento no mar. No entanto, o delegado de saúde, José Rui Moreira, sobre as suspeitas de abuso sexual, avançou que não se conhecem ainda os resultados, estando a possibilidade em estudo, quando o resultado já está pronto.

E que mostra que provavelmente ela foi jogada no mar viva.

De acordo com fonte próxima ao caso, em declarações ao Noticias do Norte, a adolescente foi encontrada só com roupa íntima, deitada na areia a espumar pela boca e com os últimos suspiros a ser dado no momento em que ela foi encontrada. “Vê-se que já tinha sido há pouco tempo que tinha acontecido o infortúnio”, avançou a nossa fonte que considera que, Eliane Pinto foi deitada no mar e este a trouxe de volta.

Questionada sobre o laudo médico que foi divulgado, acredita que este foi divulgado parcialmente. “Foi para acalmar o alvoroço criado com este crime bárbaro, mas ninguém está a aceitar isso. Mas ainda há muito a ser revelado”.

Na sua ótica as autoridades policiais ainda tem muitos aspectos para esclarecer, nomeadamente como a criança foi parar a Monte Leão. Isto, de acordo com os dados cronológicos que se possui sobre o caso, “a adolescente saiu de caso rumo a escola, no Complexo Educativo Manuel António Martins (CEMAM), em Santa Maria, foi vista na cidade, mas nunca chegou a entrar na aula.

E por ser uma criança que não se atrasava os familiares foram á procura dela quando notaram o atraso.  “ A menina é descrita pelas pessoas como  educada, doce, simpática, que segue as regras”. Por isso  a tese de que poderia ter-se desviado para tomar um banho  não colhe . Tanto que se fosse isso não seria na praia em Monte Leão, mas sim em Santa Maria. “Não é fácil ir a pé de Santa Maria a esta praia”, realçou a nossa fonte.

Outro ponto que deita por terra esta teoria é o facto de ter sido encontrada com roupas íntimas, sem roupas e a mochila, que até agora não apareceram.

A suspeita  é que foi abusada sexualmente depois de ter apanhado a boleia e para evitar ser identificado, o agressor a jogou no mar , mas é preciso confirmar estes factos  e mais importante : se houve violação . E neste sentido a conclusão da autópsia que  diz que a causa da morte foi o afogamento veio provocar mais indignação e agitação  popular. E é esta agitação social  que pode dar origem a várias manifestações no país  “ exigindo a verdade”

Eliane Pinto morava na zona de Palha Verde e foi encontrada morta, quinta-feira, 9, na zona de Monte Leão em circunstâncias até agora não esclarecidas .

A ministra da Justiça, Joana Rosa, lamentou o assassínio da adolescente e  informou  que as  autoridades competentes estão a investigar as circunstâncias e os contornos do crime.

O Ministério Público mantém o  silêncio e a  sua recorrente opacidade  mesmo quando a agitação pública  á volta  do caso ameaça ganhar as ruas para exigir explicações.

EC/ES

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