Casos de feminicídio – Quando o “amor” é a causa de morte

13/12/2021 23:05 - Modificado em 13/12/2021 23:05
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Quando se fala de feminicídio estamos a referir a mulheres assassinadas pelo facto de serem mulheres, num contexto de VBG e machista. Feminicídio e assassinato de mulheres não são a mesma coisa.

Em 2019, em Cabo Verde, segundo dados da Polícia, foi registado apenas um caso de feminicídio, face aos 8 casos registados em 2018, resultando em 12 crianças órfãs. Essas oito mulheres foram assassinadas pelos companheiros ou pelos ex-companheiros íntimos. E onze em 2017, quinze em 2014 e dezanove em 2012.

Em 2020, o caso mais mediático, foi o assassinato da jovem de Ribeira Grande Santo Antão, que foi assassinada pelo ex-companheiro, a 14 de outubro. Jorge Adalberto ou ‘Djodje’, ex-namorado de Gaby, foi o responsável pelo crime.

A mesma, que estava a preparar viagem para Santo Antão, não levantou a passagem que havia comprado para seguir viagem a 15 de Outubro.

O último caso do assassinato deste ano, infelizmente, aconteceu na manhã do domingo passado, 12 dezembro, de uma mulher na ilha do Fogo, veio soma mais um homicídio de mulheres, no país neste ano de 2021.

Morta a tiros pelo próprio marido, com quem era casada há cerca de um ano, com três tiros, na localidade de Mosteiros, na ilha do Fogo, trás à tona outros casos de feminicídio.

O primeiro deste ano, a findar, foi registado em Janeiro, quando uma jovem morreu vítima de um incêndio, criminoso na sua própria residência

A jovem de 30 anos de idade ainda foi socorrida, mas acabou morreu no Hospital Agostinho Neto (HAN), no dia 07 de Janeiro, alegadamente, vítima de um incêndio em sua residência, no bairro de Terra Branca, Cidade da Praia.

Em fevereiro, uma jovem identificada por Clarice Fernandes, de 20 anos de idade, que estava desaparecida há várias semanas, na Ilha do Fogo, foi encontrada morta e enterrada, não muito longe da casa dos pais onde vivia.

Clarice Fernandes, natural de São Filipe, e que residia em Curral Grande, no Fogo, encontrava-se desaparecida de casa desde o dia 7 de fevereiro.

Julho

Em julho, outra jovem, natural da ilha do Sal, Zenira Gomes foi encontrada, nas imediações do Estádio Nacional, na cidade da Praia, sem vida. A polícia está a investigar para determinar a causa da morte de Zenira, cujo corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição.

As suspeitas é que a jovem foi morta por um grupo de jovens do sexo masculino de 32 e 38 anos, sendo um residente na Terra Branca, cidade da Praia, e outro natural dos EUA, com nacionalidade cabo-verdiana, de férias em Cabo Verde.

O cadáver foi encontrado três dias depois, a 29 de Julho, na ribanceira de Laranjo, arredores da circular, na cidade da Praia, onde terá sido abandonado, após o cometimento do crime.

Uma mulher foi morta este sábado à noite na sequência de cinco facadas desferidas pelo companheiro, um homem de 63 anos de idade, com quem vivia maritalmente há mais de 20 anos, na zona de Ribeira da Torre, concelho de Ribeira Grande de Santo Antão.

Setembro

Mulher assassinada à facada pelo companheiro em Achada São Filipe – Praia

Uma mulher na casa dos 40 anos foi morta à facada esta manhã pelo companheiro, na zona de Cova Rodela, em Achada São Filipe, Cidade da Praia e, segundo os vizinhos, o homicídio foi consumado ao amanhecer.

Uma mulher de nome Belmira Tavares Almeida mais conhecida por Mira foi assassinada à facada, pelo companheiro Francisco da Lomba, na zona de Cova Rodela em Achada São Filipe, na cidade da Praia.

As mesmas fontes indicaram que o casal se encontrava em “desavença”.

Em Novembro, em Santo Antão, um homem mata uma mulher à facada. A vítima, Ana Maria Gomes, de 49 anos de idade, não resistiu às cinco facadas que lhe foram desferidas pelo companheiro e faleceu no local.

Uma mulher foi morta no dia 27 de Novembro, à noite, na sequência de cinco facadas desferidas pelo companheiro, um homem de 63 anos de idade, com quem vivia maritalmente há mais de 20 anos, na zona de Ribeira da Torre, concelho de Ribeira Grande de Santo Antão.

A vítima, Ana Maria Gomes, de 49 anos de idade, não resistiu às cinco facadas que lhe foram desferidas pelo companheiro e faleceu no local.

O último caso, aconteceu no domingo, com a morte de uma mulher foi assassinada pelo marido, que é também agente da Polícia Nacional, na ilha do Fogo.

A vítima identificada como sendo Benvinda Santos, de pouco mais de 40 anos, foi alvejada pelo suposto agressor, o agente da Polícia Nacional, Hileno Santos de 29 anos com quem era casada há cerca de um ano.

Amigos, familiares, conhecidos entre outros pedem justiça. “Queremos justiça. Era uma pessoa maravilhosa, nunca fez mal a ninguém para morrer assim, de graça”, aponta um cidadão que diz conhecer a vítima de perto e que deixou quatro filhos.

E por último o caso que chocou o país, não um caso de feminicídio, mas a morte de adolescente de 13 anos, Eliane Pinto, de 13 anos, aluna do 8ºC, no Complexo Educativo Manuel António Martins (CEMAM), em Santa Maria, por motivos ainda desconhecidos.

Eliane Pinto morava na zona de Palha Verde, e foi encontrada morta, quinta-feira, na zona de Monte Leão e conforme certificado de óbito, a jovem morreu afogamento e que em relação as outras suspeições, nomeadamente de abuso sexual, não se conhecem ainda os resultados, estando a possibilidade em estudo.

O delegado de Saúde, José Rui Moreira, reiterou, entretanto, que a primeira causa da morte foi asfixia, afogamento no mar, não se sabendo, porém, o que poderá ter acontecido antes desse infortúnio.

Em atualização 

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