São Vicente vai receber a primeira village no âmbito do programa Nómades Digitais

8/12/2021 22:41 - Modificado em 8/12/2021 22:41
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A ilha de São Vicente vai receber durante este mês de dezembro, a primeira village no âmbito do programa Nómades Digitais, fundado para diversificar e desconcentrar a oferta turística.

A informação foi avançada hoje pelo administrador do Instituto do Turismo, Francisco Martins, que afirmou que o Governo vai relançar o programa de Nómades Digitais com a criação das primeiras villages em São Vicente e Tarrafal.

Francisco Martins justifica a escolha de São Vicente para receber a primeira village com um estudo realizado e que apontou que depois do lançamento do programa em 2020, muitos jovens que se interessaram por Cabo Verde deram alguma preferência pela ilha de São Vicente.

“Nós fizemos um benchmarking do mercado nacional com o nosso consultor que já abriu villages nomeadamente na Madeira e Hungria, e ele verificou, segundo um inquérito, que muitos dos jovens derem alguma preferência por São Vicente, dado às suas características e pelo facto da ilha estar perto de Santo Antão”, disse o mesmo citado pela agência Cabo-verdiana de Notícias.

O mesma vinca que após abertura do espaço co-working em São Vicente, previsto ainda para este mês de Dezembro, vai ser também em Tarrafal, que foi o local que recebeu os primeiros nómades digitais que visitaram Cabo Verde no âmbito do programa.

Objectivo, segundo o responsável é de atrair dezenas de nómades digitais nos próximos seis meses para que Cabo Verde possa ser um dos destinos preferenciais de nómades digitais, baseado no seu clima, localização e estabilidade, e nos produtos diversificados em termos culturais, gastronómicos e

A Internet é a ferramenta principal para desenvolver esse tipo de turismo.

Francisco Martins, acredita que o País está munido das condições para também atrair esse segmento de turistas.

A “alta taxa de vacinação e fraca incidência” da covid-19, neste momento, são também outros factores que jogam a favor desse programa, conforme as perspectivas do administrador do Instituto do Turismo.

O programa consiste num visto temporário de trabalho/turismo com a duração de seis meses, com a possibilidade de renovação por mais seis meses e é destinado a pessoas que trabalham por conta própria e podem trabalhar à distância, utilizando a Internet e outras ferramentas electrónicas e de comunicação que não necessitem de escritório fixo.

As primeiras levas de nómades turistas, num total de mais três dezenas, chegaram a Cabo Verde a partir de um contacto com uma cabo-verdiana, remoteworking, que trabalha numa multinacional na Hungria.

O Programa RemoteWorking (trabalho remoto) e Nómadas Digitais conta com o site https://www.remoteworkingcaboverde.com/ onde estão disponíveis todas as informações sobre Cabo Verde suas potencialidades turísticas, e como é o processo de aquisição de vistos para um nomad digital.

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