O VIH Sida em Cabo Verde é uma epidemia de “fraca” prevalência

30/11/2021 23:12 - Modificado em 30/11/2021 23:15
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De acordo com dados do Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCS-Sida), em CAbo Verde o VIH Sida é uma epidemia de “fraca” prevalência, de, que indica que o último inquérito feito situa o arquipélago em 0,6% na população geral, e nas populações mais vulneráveis, uma taxa mais elevada, que varia de 2,3 a 6%.

A secretária executiva do CCS-Sida, Celina Ferreira, em entrevista à Inforpress, no âmbito das comemorações do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala anualmente a 01 de Dezembro, garantiu que a dinâmica do VIH-Sida em Cabo Verde, está controlada, o que aponta que este ganho é fruto de um “grande esforço” na oferta de testes de despistagem junto das comunidades.

Daí que a secretária executiva da CCS-Sida, entende que há que se dar a continuidade a serviços “bem focados” nas pessoas, para poderem ter acesso a serviços, em tempos oportunos e precocemente.

“Hoje disponibilizamos testes, tratamento, que caso a pessoa queira, logo no processo de diagnóstico, pode ter acesso ao tratamento e ao seguimento. Ou seja, há condições disponíveis no País para garantir um serviço adaptado, em conformidade com as normas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

Em relação a transmissão do vírus de mãe para filho/a, avançou que o país espera em meados de 2023 ter a certificação da eliminação da transmissão vertical porque de 100 bebês expostos ao VIH, anualmente, 98 estão a nascer saudáveis, revelou a responsável pelo Comité de Coordenação de Combate à Sida.

 “Já estamos há 35 anos a enfrentar esta epidemia, sendo 17 anos da introdução do tratamento anti-retroviral em Cabo Verde, e 18 do Programa de prevenção do VIH de mãe para filho. Neste momento estamos na fase de eliminação, porque de 100 bebês expostos ao VIH, por ano, 98 estão a nascer saudáveis”, avançou.

Facto que a CCS-Sida considera um “grande ganho”, e que diz enquadrar o País dentro do critério da eliminação vertical da Organização Mundial da Saúde.

O lema comemorativo deste ano é “Acabar com as desigualdades, acabar com o VIH, acabar com as pandemias”, alertando para um trabalho equilibrado, de modo a oferecer serviços a todos e que todos estejam integrados.

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