São Vicente: “Pedra Luz, Arte e Inclusão” – uma exposição de arte das crianças do Centro de Acolhimento de Crianças com Vulnerabilidades Especiais

30/11/2021 00:46 - Modificado em 30/11/2021 00:46
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Centro de Acolhimento de Crianças com Vulnerabilidades Especiais – Chã de Alecrim, São Vicente

A exposição “Pedra Luz, Arte e Inclusão”, é fruto de um trabalho de 10 das 22 crianças que fazem parte do Centro de Acolhimento de Crianças com Vulnerabilidades Especiais, em Chã de Alecrim e que vai estar patente ao público, no próprio centro, a partir do dia 03 dezembro dia internacional da pessoa com deficiência. Uma exposição e venda cujos valores vão reverter para o centro, conforme a coordenadora Cibele do Rosário.

Em entrevista ao Notícias do Norte, a responsável do centro avançou que o projeto de arte envolvendo as crianças com necessidades especiais, e que deu origem a um documentário, vai ser inaugurado ao público na próxima semana, 03.

Cibelle do Rosário conta, ainda, que o projecto surge na sequência da retoma das actividades do centro, que esteve fechado durante 18 meses, devido a pandemia da Covid. “Regressamos em Agosto deste ano, e retomamos com a ideia de fazer uma actividades em grande para comemorar o dia internacional do Portadora de deficiência”, refere a responsável.

O projecto é uma iniciativa de um dos mentores do Centro, que teve como objetivo trabalhar as habilidades das crianças e mostrar o que são capazes de produzir, apesar de suas limitações, realçou Cibelle do Rosário, que pretende mostrar a sociedade, a população no geral, que dada a devida atenção que merecem e tendo o pouco de cuidado de trabalhar junto com eles neste aspeto, são capazes de produzir.

“É uma exposição aqui no centro de forma a trazer as pessoas à conhecer o trabalho desenvolvido. Assim as pessoas que nunca visitaram o centro, que nunca souberam da existência, terão a oportunidade de conhecer as crianças, ver o que são capazes de fazer, olhar as suas habilidades, as suas limitações e desta forma poderemos também trabalhar a parte de inclusão social”, salientou.

Sobre a exposição, diz que que a intenção de fazer uma exposição e venda, assim o valor das vendas poderá reverter para o centro e assim ter um fundo para “podermos fazer algumas actividades, desenvolver mais projectos e também ajudar as crianças e as famílias um pouco mais”, vincou.

Por seu lado, José Ramos, monitor e mentor da iniciativa, que trabalha recentemente no Centro, conta que a ideia de “Pedra, Luz, Arte e Inclusão”, começou com a recolha da matéria-prima, pedras do mar, que foi feita na Praia de lazareto pelos próprios alunos.

E que após a recolha tiveram alguns apoios que lhes permitiram começar o projecto em si. “O trabalho das crianças foi pintar as pedras recolhidas e no final, nós os monitores damos um pequeno toque, para que o trabalho fique mais bem feito”, aponta.

Tendo em conta as limitações, José Ramos diz que trabalhar com estas crianças foi uma experiência enriquecedora, e que é preciso apenas uma dose de paciência, tendo em conta que a mobilidade não é a mesma de uma pessoa que não possui essa deficiência. “Ter muita atenção devido aos objectos e produtos que manejam. E muito amor “, realça.

A perceção que ficou é que, é preciso mais projecto do tipo. “Quando não estão em atividades de pintura, mostram que tem vontade de fazer”, assegura o monitor que garante que a ideia é continuar a desenvolver mais projectos, pois acredita que com mais apoios é possível mais projectos do tipo.

Outros trabalhos

O centro possui uma equipa multidisciplinar que trabalha com as crianças, monitores com qualificações e dentro do projecto possui um programa de alfabetização, que conta com ajuda de alguns professores reformados, actividades lúdicas. “Procura abarcar tudo um pouco que pode desenvolver as suas habilidades. Fazemos habilidades fora, como passeios, actividades nas datas comemorativas entre outros, cujo objetivo é trabalhar a parte de habilitação e reabilitação social”, frisou Cibele do Rosário

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