Mais investimentos na cultura para ser mais valorizado como produto turístico – Ministro da Cultura

28/11/2021 22:43 - Modificado em 28/11/2021 22:43
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O Governo está a investir mais na cultura para ser mais valorizado como produto turístico e para isso, tem no plano Operacional Turístico cerca de 500 mil contos para essencialmente reforçar as rotas culturais, os investimentos nos museus e fazer com que alguns eventos culturais de grande dimensão em Cabo Verde tenham garantidos o seu financiamento até 2026, referiu o ministro da cultura em São Vicente.

“Estamos a falar do AME, do Kriol Jazz Festival, o festival da Baía das Gatas, Mindel Summer Jazz, Morabeza, da Urdi”, elencou Abraão Vicente, além de um conjunto de outros pequenos eventos.

Este tipo de financiamento, conforme o governante, vai na linha daquilo que é a intenção do governo, desde do programa de 2016/2021, que segundo Abraão Vicente, ficou plasmado que deveria haver uma maior visibilidade do sector da cultura no turismo e também o contrário. “Logo se percebeu que era preciso aprofundar as estratégias de comunicação de Cabo Verde como um destino turístico”, afirmou.

Abraão Vicente diz que todas as directrizes internacionais apontavam para um fortalecimento do segmento de turismo cultural mediante aquilo que é a valorização dos destinos. “Dentre o próprio índice de competitividade, vê-se que Cabo Verde é, apontado como um país com fortes potencialidades, mas com fracos conteúdos culturais, algo incompreensível, na altura. Mas ao  fazermos uma análise compreendemos  que os nossos museus não eram robustos como imaginamos, a nossa cultura não estava presente no sistema hoteleiro, os turistas não tinham acesso ao patrimônio cultural”.

Neste sentido, assegurou que nos últimos anos, o governo inverteu este ciclo com um investimento de quase 700 mil contos cabo-verdianos diretamente do Fundo do Turismo e cita o Centro Nacional de Artesanato e Design como exemplo. “Ou seja, o Turismo tem estado, em parte, a financiar o programa da cultura”.

E que está-se a aproveitar esta abertura para criar programas estruturantes como foi a certificação do artesanato, financiamento anual da URDI, financiamento dos festivais, tanto que no próximo, anunciou que no Plano Operacional Turístico, o sector da cultura vai ter cerca de 500 mil contos para, essencialmente, reforçar as rotas culturais, os investimentos nos museus e fazer com que alguns eventos culturais de grande dimensão em Cabo Verde tenham garantidos o seu financiamento até 2026, referiu o ministro da cultura em São Vicente, no âmbito das grandes conversas inserida no URDI 2021.

E ainda, apontou, trabalhar para garantir o financiamento o trabalho que a médio/longo prazo, nomeadamente, a recolha do património material e reconstrução do património construído e que “tenhamos o fomento às artes garantido, através de financiamento dos grandes eventos, que empregam milhares de artistas e criadores cabo-verdianos”.

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