Médico belga suspeito de emitir 2.000 certificados de vacinação falsos

23/11/2021 13:01 - Modificado em 23/11/2021 13:01

O médico deverá ser processado por falsificação.

Ajustiça belga está a investigar um médico suspeito de emitir 2.000 certificados falsos de vacinação anticovid-19, a fraude “mais grave” na gestão da pandemia na Bélgica, disse esta terça-feira a ministra da Saúde da região da Valónia.

O médico terá oferecido os seus serviços aos “quatro cantos da Valónia”, disse Christie Morreale ao canal RTBF, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O objetivo era dar às pessoas um certificado de vacinação para evitar as restrições em vigor.

“É uma fraude de vacinação por um médico que codificou um número astronómico de pessoas que ele teria vacinado (…), 2.000 pessoas no total”, disse Christie Morreale.

Segundo a ministra, é impossível que um único médico pudesse ter vacinado tantas pessoas em tantos lugares diferentes.

O caso foi remetido aos tribunais e à associação médica, tendo já sido negado ao médico de família o acesso à base de dados que centraliza as vacinas.

O médico deverá ser processado por falsificação.

As pessoas que beneficiaram dos seus serviços também são passíveis de processo judicial, disse a ministra.

Os certificados (ou “Covid Safe Ticket” na Bélgica) em causa foram suspensos e as pessoas que os receberam serão contactadas para que lhes seja oferecida uma vacinação adequada, disse Morreale.

“Esta é a anomalia mais importante e grave, é um ato extremamente perigoso, (…) uma quebra de confiança”, insistiu a ministra.

Estes “falsos vacinados” expõem os seus contactos sociais à doença, alertou Christie Morreale.

O caso foi divulgado numa altura em que a Bélgica enfrenta uma explosão de novas contaminações (mais de 15.000 em média todos os dias, em comparação com cerca de 2.000 há seis semanas), levando a uma nova sobrecarga nos hospitais.

Tal como noutras partes da Europa, a divisão está a crescer entre os vacinados (75% estão totalmente vacinados na Bélgica) e os não vacinados, que se apresentam como defensores da “liberdade”.

No domingo, uma manifestação a favor da “liberdade” reuniu 35.000 pessoas em Bruxelas, de acordo com a polícia.

O protesto degenerou em confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança.

Lusa

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