Cabo Verde precisa de políticas específicas para a economia Azul – José Maria Neves

23/11/2021 00:14 - Modificado em 23/11/2021 00:15
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@ Presidência da República de Cabo Verde

A contribuição da economia marítima para o crescimento do Produto Interno Bruto, proporcionado pelo desenvolvimento do turismo baseado nos produtos Sol e Praia não tem tido ainda a devida tradução de estatística enquanto tal, afirmou o Presidente da República, José Maria Neves, no discurso de abertura do Cabo Verde Ocean Week, em São Vicente

Pelo facto de ser uma indústria caracterizada por ser volátil no país e ainda ser fortemente marcado na concentração nas ilhas de Sal e Boavista e pela sazonalidade, em tempos de normalidade, o Chefe de Estado garante que o caminho feito por Cabo Verde nas últimas duas décadas é muito encorajador e não deve ser sobrevalorizado.

Com efeito, refere que cabe ao Estado através de políticas públicas, concebidas em diálogo com os principais parceiros e implementadas com assertividade.

E ao sector privado, que José Maria Neves caracteriza como empreendedor, inovador e realizador, aproveitar o interregno imposto pela pandemia da covid-19, para nesta nova etapa, fazer muito melhor e com mais rigor e exigência de qualidade valorizando os ganhos e conhecimentos adquiridos, aprendendo com os erros cometidos, para que o potencial por explorar seja aproveitado com maior efetividade acrescendo muito mais valor e traga mais e melhores investimentos, maior diversificação, mais empregos, melhores salários e qualidade de vida.

“Se orientamos toda a nossa energia para essa causa comum, se inscrevermos a agenda da economia marítima, os desafios do crescimento azul, numa plataforma de entendimento cuja vigência ultrapassa a estreita margem das legislaturas e trabalharmos com afinco, todos na mesma direção, chegaremos certamente a bom porto mais depressa”, sustentou o Chefe de Estado.

Referiu ainda que nas últimas décadas tem havido uma maior preocupação sobre a prática de ilícitos no mar. “Da pesca ilegal ao tráfico de substâncias raras e seres humanos pela via marítima, a pirataria, a pilhagem de recurso de profundidade e subsolo marítimo, a erosão costeira, entre outros, são desafios que também geram novas oportunidades para Cabo Verde, desde que compreendidas e transformadas em áreas de especialização e prestação de serviço no atlântico medio.

Entretanto, assegura que requerem uma forte agenda diplomática e de cooperação multilateral e bilateral, pois o combate eficaz destas novas ameaças, requerem muita coordenação e conjugação de esforços de vários Estados, organismos e agências multilaterais, regionais e internacionais, temos neste domínio um caminho feito, embora os tempos exigem umas abordagens mais sofisticadas e exigentes.

Por seu lado, o ministro do Mar, Paulo Veiga, garantiu que a gestão sustentável do mar, do oceano e dos seus recursos marinhos é uma das principais prioridades do governo. Executivo, pois a sua protecção desejada só pode ser atingida pelo aumento do conhecimento científico sobre o oceano e da discussão integrada da sua influência no homem e da influência do próprio homem nos oceanos.

EC

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