São Vicente apontado como “farol” para o crescimento da Economia Azul

23/11/2021 00:05 - Modificado em 23/11/2021 00:10
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@ Presidência da República Cabo Verde

O Presidente da República, José Maria Neves, diz-se convicto de que é a partir desta ilha “farol”, que “encontraremos os caminhos para o crescimento azul em Cabo Verde”, alegando que “tudo em São Vicente faz agigantar o mar”.

José Maria Neves fez estas declarações, durante o seu discurso na abertura da semana do Cabo Verde Ocean Week, que acontece 22 até o dia 26,onde destacou o problema das ligações Inter-ilhas, após ter sido ele próprio nesta situação, em que acabou por chegar atrasado no evento devido ao atraso do voo para São Vicente.

Centrando na questão da economia azul, o presidente da República mostrou-se convicto das potencialidades de São Vicente neste quesito e apelou aos participantes que permitam, que esta semana seja dedicada aos Oceanos em Cabo Verde.

“Que esta semana seja a oportunidade para o início da construção de um novo pacto em prol da gestão sustentável dos oceanos e do crescimento azul, propiciador de um ambiente favorável à diversificação e robustecimento da economia marítima nestas ilhas atlânticas, que tanto almejam encontrar as ancoragens necessárias para o mergulho prospetivo nesse imenso mar de oportunidades e nele assentar os pilares das “auto estradas”, que nos conduzam a um futuro de progresso como oportunidades partilhadas por todos” apontou José Maria Neves.

O Chefe de Estado afirmou que hoje, a nação crioula na diáspora, se apresenta “aos olhos do mundo” ambiciosa e determinada a construir nestas ilhas, uma terra de prosperidade e que isso apenas será cumprido, salientou José Maria Neves, caso “formos capazes de transformar o potencial do mar que nos rodeia, em oportunidades económicas geradoras de riqueza, emprego digno e bem-estar”.

Neste sentido, à semelhança dos demais arquipélagos, assegura que Cabo Verde não dispõe de muitas alternativas às oferecidas pelos oceanos para alavancar o seu desenvolvimento. “Temos ao nosso dispor quase 200 vezes mais mar que terra e as possibilidades de crescimento do território marítimo à nossa disposição são reais, caso as nossas pretensões de alargamento da nossa plataforma continental venham a ser concretizadas”, sublinhou.

Por outro lado, destacou o facto do país, que tem sido “hábil, inventivo e determinado na criação de oportunidades dos escassos recursos terrestres do que na transformação das vastas possibilidades oferecidas pelo imenso mar, que nos rodeia, em fatores geradoras de riqueza e de muito maior desenvolvimento”, frisou o PR.

A economia marítima associada ao vasto leque das atividades turístico/recreativa, as indústrias marítimas portuárias, dos transportes, a reparação naval, pesca declarada legal e regulamentada, a segurança marítima, a produção de energia, a investigação e conhecimento marítimo orientados para exploração inteligente e sustentável dos recursos marítimos, (a economia marítima), elencou José Maria Neves, abre caminhos a adoção de políticas de conservação, valorização e preservação do património costeiro e marítimo.

Referindo as alterações climáticas, insta as autoridades através de parcerias internacionais, tendo em conta o potencial enérgico dos mares, investir na exploração em grande escala da energia eólica.

EC

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