UCID defende aumento da dívida pública ao invés do aumento do IVA para não “apertar” ainda mais os cabo-verdianos

18/11/2021 23:01 - Modificado em 18/11/2021 23:02
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O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro defendeu, hoje, no Mindelo a aumento da dívida pública ao invés do aumento da possibilidade de o Imposto do Valor Acrescentado (IVA) vai subir de 15 para 17%,  proposta de Orçamento do Estado para 2022, entendendo que vai dificultar ainda mais a vida dos cabo-verdianos.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa no Mindelo, pelo líder da UCID após encontro com o Presidente da República que aconteceu via zoom, por não ter sido possível a sua deslocação  à cidade da Praia.

Neste sentido, entre aumentar o IVA ou a dívida pública, a UCID diz que prefere o aumento da dívida pública, e assim evitar que as famílias cabo-verdianas fiquem numa situação pior do que aquelas que estão neste momento.

“Defendemos esta opção, para não diminuirmos ainda mais o poder de compra dos cabo verdianos, e não criarmos mais dificuldades às empresas cabo verdianas, acima de tudo, os da área do comércio que poderão ver os seus volumes de negócios por falta do poder de compra dos cidadão cabo verdianos”, sustentou  António Monteiro

A mesma fonte sublinhou ainda que é “preferível que tenhamos a capacidade do endividamento aumentado para permitir que a economia vai aumentando paulatinamente” e consequentemente gerar, amanha, recursos para poder pagar o serviço da dívida pública, de que, neste momento de aflição, de aperto que muitas famílias e muitas empresas estão a viver, aumentar ainda mais os impostos.

Sobre o encontro de hoje, via plataforma Zoom, o líder da UCID diz que o seu partido fez uma proposta ao novo Chefe de Estado, relativo ao aumento do salário mínimo e aumento do rendimento médio dos cabo-verdianos.

António Monteiro reconhece a situação difícil que o país passa neste momento. “Estamos numa situação de pandemia, uma crise econômica e financeira profunda”, entretanto afirma que independentemente da situação, deveria-se pensar seriamente no aumento do salário mínimo, isso porque, realçou, “o governo terá os seus mecanismos políticos para poder acomodar um possível aumento”.

Diz ainda que aquilo que as pessoas ganham neste momento não está a dar absolutamente para nada. E aumentar o IVA poderá ser um desastre.

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