São Vicente: Dados apontam para uma tendência de diminuição de casos de diabéticos

14/11/2021 23:01 - Modificado em 14/11/2021 23:08
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O último estudo e segundo inquérito feito de doenças não transmissíveis a nível nacional e seus fatores de risco, mostra que em Cabo Verde a diabetes tem uma prevalência de 3,7 a nível de Cabo Verde, com predominância do sexo feminino e tem tendência de aumentar a medida que aumenta a faixa etária, conforme Carla Guiomar – Presidente da Associação de Diabetes.

A nível de São Vicente, Carla Guiomar que é também médica da Delegacia de Saúde da ilha, diz que a prevalência é acima da média nacional, que é de 4,4%, mas os dados estatísticos da delegacia de saúde “demonstram que nos últimos anos temos diminuído de uma maneira paulatina os níveis de diabéticos a nível de São Vicente”

Para esta responsável o diagnóstico precoce continua a ser a maior forma de prevenção da doença, aliado a adoção estilos de vida e atitudes saudáveis e rotina de exercício físico, a alimentação saudável.

Já que segundo a mesma, as pessoas podem ter diabetes e podem não saber, já que pode evoluir de uma forma silenciosa. “O objetivo passa por “apanhar” as pessoas com um nível de açúcar em cima da normalidade e por baixo de um valor que consideramos que é diabético, que são aqueles chamamos um pré diabético”, explicou Carla Guiomar, que lembra que esta fase não é uma doença, e sim um estado que indica o risco potencial de diabetes

“A partir desse diagnóstico, o paciente deve cuidar da dieta, do peso e fazer exercícios físicos para que o quadro seja revertido”, continuou.

O diabetes é caracterizado pelo excesso de açúcar no sangue, e aumenta o risco de problemas cardíacos, sexuais e nos rins.

O diagnóstico de diabetes deve ser confirmado pela repetição da glicemia de jejum em outro dia, já que há alguns fatores capazes de interferir no nível de glicose, a não ser que o resultado acompanhe sintomas claros do diabetes.

Diabetes tipo II oferece mais chances para o aparecimento de doenças cardiovasculares. A má alimentação, falta de atividade física regular e de acompanhamento médico adequado são hábitos que devem ser modificados. Cuidados dietéticos protegem o pâncreas e assim não esgota precocemente a sua capacidade de produção de insulina.

Embora o diabetes tipo I seja menos frequente e ocorra na infância ou na adolescência, a enfermidade está associada a um problema imunológico – quando o organismo não funciona corretamente e também oferece riscos para o coração. O portador dessa categoria da doença precisa de insulina diariamente para controlar a glicose no sangue.

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