Aumento de preços em 2022 – PAICV e UCID apontam maiores dificuldades às famílias e MPD desafia a apresentar soluções para amenizar a situação

12/11/2021 00:45 - Modificado em 12/11/2021 00:47
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O grupo parlamentar (GP) do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, denunciou esta quinta-feira, no parlamento, que a proposta do Orçamento do Estado para 2022 indica que preços de mais de dois mil produtos vão aumentar a 5% (por cento), enquanto a taxa do IVA passa para 17%.

O porta-voz do maior partido da oposição, António Fernandes, garantiu que estes aumentos “vão fazer do ano 2022 um ano extraordinariamente penoso para as famílias e empresas” e acusou o governo de não ter encontrado recursos para suportar o seu instinto gastador.

Na perspectiva dos parlamentares do partido da “estrela negra”, o OE-2022 “nada traz para compensar as famílias ou para amortecer os efeitos dos aumentos” que se esperam.

“Não traz qualquer melhoria salarial, não há aumento da pensão social, nem há aumento do salário mínimo nacional”, afirmou o PAICV, referindo-se ao orçamento para o próximo ano.

Reagindo às declarações do PAICV, o líder do GP do Movimento para a Democracia (MpD-poder) acusou este partido de pretender, por um lado, “antecipar” a interpelação ao Governo sobre as políticas sociais e, por outro, o debate do Orçamento.

Desafiou os deputados do partido da “estrela negra” a revelarem qual será a sua “contribuição e colaboração” na tomada de medidas, com vista a evitar o aumento de impostos.

Para Orlando Dias (MpD), a intervenção do PAICV “merece atenção”, mas, além de críticas, “devia também apontar soluções”.

“Trazer os problemas para o parlamento é muito bom, mas também é fundamental trazer propostas alternativas”, sugeriu Orlando Dias.

Por sua vez, António Monteiro, eleito nas listas da União Cabo-verdiana Democrática e Independente, reconheceu ser uma “realidade de que o povo está a viver com muitas dificuldades”.

Segundo Monteiro, todos os governos, desde a independência a esta, têm responsabilidade em relação à situação por que estão a passar as populações, porque, salientou, “não foram criadas as melhores condições para que o País pudesse ter uma economia mais sólida”.

NN/Inforpress

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