Covid – 19: Das 121 notificações das reações adversas das vacinas apenas 2% foram consideradas grave

8/11/2021 00:36 - Modificado em 8/11/2021 00:38
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Estes são alguns dos dados do Relatório de segurança das vacinas contra a covid-19 fornecidas pelo sistema de farmacovigilância, apresentadas pela Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), em São Vicente, no âmbito da Semana Internacional da Segurança do Medicamento, que decorreu 01 a 07 de Novembro.

Conforme a diretora da regulação farmacêutica nacional, Esther Oliveira, os dados do referido relatório permitiram analisar as notificações sobre as vacinas em utilização e, assim fazer o levantamento dos dados de administração de 141.802 doses das vacinas até o dia 17 de Julho de 2021, extraídos do sistema utilizado pela ERIS e do sistema de informação nacional de vigilância epidemiológica (DHS I2).

A vacina da Pfizer, das 5569 doses aplicadas foram notificadas 76 reações adversas que representa 13,6 casos por cada 1000 vacinados, enquanto a vacina da AstraZeneca das 136.442 doses, receberam 40 notificações equivalentes a 0,33 casos por cada 1000 doses de vacina ministradas.

“Essas diferenças entre as duas vacinas têm a ver com o público-alvo que inicialmente foi ministrada nos profissionais de saúde que estavam na linha da frente na luta contra o coronavírus”, esclareceu Esther Oliveira.

Das 121 notificações, 2% foram consideradas graves, medida que resultou em “risco de vida, hospitalização ou incapacidade significativa”.

Sublinhou ainda que quanto ao género e idade dos casos de notificação de reação adversa se verificou 83% no género feminino e os restantes 17% em homens, e a faixa etária de maior incidência é dos 18 aos 44 anos, que receberam a maior quantidade de vacinas.

“No Top Ten dos sintomas mais notificados na qual temos a cefaleia, pirexia, tonturas, mialgias, arrepios, dor no local da injeção, mal-estar geral e sonolência”, frisou.

Os dados foram levantados no primeiro semestre de 2021, quando a 18 de Fevereiro Cabo Verde aprovou o plano nacional de introdução da vacina.

Esther Oliveira sustentou que das vacinas utilizadas contra covid-19 em Cabo Verde, a maioria das suspeitas de reações notificadas até a data são de natureza leve a moderada.

Em Cabo Verde o primeiro caso positivo foi descoberto a 19 de Março de 2020. A 18 de Dezembro do mesmo ano foi criada a Comissão Nacional de colaboração para introdução da vacina no país, e um ano depois da descoberta do primeiro caso, iniciou-se o processo de vacinação nacional.

 A Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) referiu que o relatório de monitorização de segurança das vacinas contra a covid-19 em Cabo Verde foram fornecidas por um sistema de farmacovigilância específico, para monitorização das vacinas, com o objectivo de fornecer dados científicos fidedignos que permite informar a população, e abastecer as autoridades sanitárias de dados concretos para a continuidade do apoio favorável a utilização das vacinas contra a covid-19. 

EC/DA

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