Da resistência à esperança arranca amanhã, 05 novembro, o Mindelact 2021 com o número “absurdo” de 67 espetáculos

4/11/2021 12:48 - Modificado em 4/11/2021 12:50
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São sessenta e sete (67) espetáculos que fazem parte da programação da 27ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo – Mindelact 2021, sendo 54 de forma presencial, com oito na cidade da Praia e 46 em Mindelo. Os restantes, treze no teatro radiofónico e quatro em formatos digitais, que são espetáculos transmitidos e realizados ao vivo, como se fossem presencial, compõem o leque de espetáculos que dão corpo ao evento teatral, considerado o mais importante da África Ocidental, conforme o presidente da associação Mindelact, João Branco.

Na conferência de imprensa proferida no Centro Cultural do Mindelo, hoje de manhã, com presença do grupo de estreia no festival, o responsável destacou o que classificou de “absurdo” o número de espetáculos desta edição denominada de “Edição Esperança”, em que praticamente todos os espetáculos serão presenciais, exceto a programação teatro digital e teatro radiofónico.

No teatro radiofónico, todas as peças que vão ser ouvidas no país, através da Rádio Cultura Emissora, a Rádio de Cabo Verde e Morabeza, em estreia absoluta, “terá uma ampla programação composta por três blocos de peças, e nós esperamos que isso possa servir para revitalizar um pouco essa tradição que nós já tivemos aqui em Cabo Verde do teatro radiofónico”, aponta

Em relação ao público espera aquilo que normalmente leva às salas de espetáculo, que é a sua presença, este ano vai ser a 100% da lotação, desde que respeitadas todas as regras sanitárias e uso de máscara, bem como a energia boa. “Que reage e comunica com aquilo que acontece no palco, que interage, que tenha a mesma entrega de sempre”, frisou João Branco.

Num evento onde todos os espetáculos são oferecidos pelas companhias, João Branco, diz que essa maratona de teatro, durante esses nove dias, vai continuar sob o selo dos três “A” lançado em 2017, de Arte, Alma e Afeto, que é o resultado de sinergias entre quem está aqui e dos que estão no país de origem.

A edição deste ano, é dedicada a ativista cultural Samira Pereira, falecida este ano, na sequência de complicações da Covid-19, responsável por introduzir as conferências de imprensa que são a marca do festival e outros eventos, e que segundo a mesma fonte, soube fazer a ligação entre a produção artística e a comunicação social.

Elvis Carvalho

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