Caminhada Rosa da LCCC 2021 um “reiniciar” da luta contra o cancro da mama após a pandemia Covid-19

1/11/2021 18:47 - Modificado em 3/11/2021 16:11
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Caminhada Rosa 2019

Dezenas de pessoas, saíram às ruas neste domingo, 31, para assinalarem a 11ª caminhada Rosa, no âmbito do mês de prevenção e combate ao cancro da mama (Outubro Rosa), realizada pela Liga Cabo-verdiana Contra o Cancro (LCCC), que tem como objetivo principal conscientizar as mulheres a fazerem o autoexame e relembrar que o cancro de mama existe e, que pode ser tratado previamente.

A presidente da LCCC, Conceição Pinto, em entrevista ao Notícias do Norte, disse que o país está numa fase mais ou menos controlada em relação a situação de pandemia da Covid-19, o que permitiu a liga um “reiniciar” mais reforçado em relação aos anos anteriores, e enfatizou, que os casos da doença no país diminuíram ao longo destes quase dois anos, mas os casos de cancro de mama, sustentou, continuam a aumentar, daí a importância da liga em retomar as suas actividades para relembrar que a luta é “o diagnóstico precoce e o tratamento adequado”.

Conceição Pinto afirma que tem-se notado uma adesão positiva não só da sociedade civil, mas também das organizações e das associações na luta contra o cancro e que apesar da pandemia, nunca pararam de fazer actividades nas ilhas.

“Notamos algo muito positivo na sociedade civil, antes a LCCC organizava as actividades e pedia o apoio de outras associações, mas agora outras associações e organizações fazem actividades e convidam a LCCC. Cenário que antes não acontecia” frisou esta responsável, que lamenta a tendência do aumento de casos de cancro.

Por ser uma doença que está muito ligada a idade, acontece de haver mais casos, ou seja, quanto maior a esperança média de vida, maior o número de casos de doenças crônicas não transmissíveis a “diferença é que nos dias de hoje temos um aumento do cancro” mas também “temos um aumento dos meios de controlo do cancro”.

A presidente apela às pessoas o diagnóstico precoce da doença para poder “atingir a cura”, pois em Cabo Verde um dos problemas é o diagnóstico do cancro de mama numa fase muito avançada, o que implica um tratamento mais agressivo nas mulheres, que em consequência diminui a possibilidade de cura.

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