Jorge Carlos Fonseca gostaria de ser recordado pelos cabo-verdianos como defensor da liberdade, da cultura, da Constituição e democracia

1/11/2021 18:34 - Modificado em 1/11/2021 18:36
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Jorge Carlos Fonseca, numa entrevista a dez órgãos de comunicação social, em que fez o balanço dos seus mandatos de dez anos enquanto Presidente da República, questionado sobre como gostaria de ser recordado pelos cabo-verdianos, depois dos seus dois mandatos, disse que exerceu “verdadeiramente uma presidência junto das pessoas”, tendo contactado várias vezes os cabo-verdianos em todos os municípios do País, segundo a Inforpress.

Depois do término do mandato, que cessa as funções a partir do dia 09 de Novembro, disse que gostaria que os cabo-verdianos ligassem a sua presidência a valores, como o combate pela liberdade, pela cultura da Constituição e democracia, sobretudo.

Regozija-se de deixar a Presidência da República com “conforto e felicidade” pelo facto de a taxa mais baixa da avaliação ‘Muito Boa’ e ‘Boa’ do seu desempenho ser de 86,8 por cento (%).

Sobre a questão dos candidatos presidenciais terem dupla nacionalidade, o Presidente da República concorda que se deve remover da Constituição a obrigatoriedade de um candidato presidencial residir no País, pelo menos, três anos antes das eleições, mas, já no concernente à dupla nacionalidade, tem dúvidas.

“Creio que é uma questão que deve ser debatida com mais profundidade e mais serenidade para vermos qual é a melhor solução para o País”, sugeriu o Chefe de Estado cessante, Jorge Carlos Fonseca, ao mesmo tempo que se interroga “se todos somos cidadãos com iguais direitos porquê que todos não podem ser candidatos presidenciais”, segundo a Inforpress.

Explicou que subjacente à ideia de impedimento da dupla nacionalidade está a questão de haver uma situação “se confrontar o Presidente da República num conflito de pertences”, ou seja, de pertencer a Cabo Verde ou a outro país.

Nos 46 anos da independência de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca vai ficar na história como o único Chefe de Estado que não comutou penas e nem indultou nenhum presidiário.

Na hora da despedida, o Presidente da Republica, que cessa as funções a partir do dia 09 de Novembro, deixou uma palavra de apreço aos profissionais de comunicação social, em particular, os jornalistas com quem disse ter tido uma “boa relação”.

“O futuro da democracia em Cabo Verde depende muito de vocês [os jornalistas]. Que continuem a ter uma postura reivindicativa e crítica em relação aos poderes e evitar qualquer tipo de enfeudamento ao poder político, qualquer que seja”, destacou Jorge Carlos Fonseca, para quem a função dos jornalistas é “crucial e decisiva para a democracia”.

NN/Inforpress

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