Cabo-verdianos vão ter que apertar o cinto – Sobe tudo, menos o salário

1/11/2021 01:05 - Modificado em 1/11/2021 01:05
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Com o novo aumento do preço dos combustíveis, a partir desta segunda-feira, 01 de Novembro, as coisas ao que parece, vão ficar cada vez mais complicados para o cidadão comum, com o aumento galopante sonda da electricidade, combustíveis, alguns produtos alimentícios, entre outros.

E que estes aumentos já adiantam que a vida estará mais apertada para os cabo-verdianos, em 2022.

Em relação aos produtos alimentares, os dados mostram que as famílias cabo-verdianas continuam a perder o poder de compra todos os dias com a alta dos preços tanto à grosso como a retalho e os salários cada vez mais desvalorizados, que passaram nos últimos meses, uma pressão sobre os orçamentos das famílias, que voltaram a gastar mais com os bens e serviços, alimentação. Isto numa altura em que o Governo já descartou a possibilidade de aumento salarial neste ano ou em 2022, tendo em conta a situação financeira em que o país se encontra, com o turismo paralisado, por causa da covid-19.

Nas ruas do Mindelo, São Vicente, os cidadãos mostram-se preocupados com a economia no próximo ano, sobretudo quando o salário mínimo é de 13 mil escudos que além da comida, também deveria cobrir as despesas com o arrendamento, água e energia, e transportes, filhos.“A cada dia que passa, a cada compra que fazemos, cada conta que vemos, os preços vão subindo, as compras ficam mais poucas, e as dividas aumentam e sentimos que em algum momento o salário não nos favorece e fica difícil”, refere a dona de casa Ana Delgado.

A mesma posição, defende o chefe de família, Paulo Dias que garante que no próximo ano, “vai ser péssimo, porque este ano venho passando por dificuldades. Para o ano será pior. Vamos diminuir o máximo possível as despesas, mas já estamos com o cinto apertado”, confessa.

O preço dos combustíveis também está a obrigar algumas famílias a refazer os seus planos para 2022.

Com a pandemia da Covid-19, vários países do mundo registaram um amento dos preços, e Cabo Verde, dificilmente poderia escapar à escalada do aumento de preços de alimentos, água, energia e combustível, como a que se verifica neste momento em quase todo os países.

No entender do economista e professor universitário António Baptista, segundo o ANação, as subidas e descidas dos preços das importações de Cabo Verde têm reflexos directos no mercado interno. “Dependemos muito das importações e ficamos a mercê do que acontece lá fora”, aponta, ao que se somam as próprias dificuldades do país impostas, neste caso, pelo clima, mas também por políticas públicas não mais adequadas para a agricultura.

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