Diretor Nacional da PJ insatisfeito com produtividade quer mais 112 novos funcionários até 2025

19/10/2021 23:45 - Modificado em 20/10/2021 11:23

O Diretor Nacional da Polícia Judiciária, Ricardo Gonçalves diz não estar nada satisfeito com a produção dos inspetores e propõe a introdução de um sistema de quotas para a resolução da pendência dos processos que chegam para investigação e encaminhamento judicial.

Ricardo Gonçalves, que ocupa o cargo desde de 29 julho, propõe a resolução do problema do acúmulo dos processos na PJ também por via do recrutamento de mais pessoal, ou seja com mais mais meios e melhor organização na distribuição dos processos pelos inspetores.

Segundo ele “trata-se de um problema que nos aflige e vamos fazer tudo no sentido de pôr cobro a esta situação, pensamos que assim como se faz na magistratura, fixar quanto de produtividade para os nossos investigadores”, apontou o novo diretor nacional que antes tinha exercido funções judiciais no Juízo da Família e Menores no Tribunal da Praia.

Neste sentido, declarou ele, apresentou à Ministra da Justiça uma proposta para o recrutamento de 112 novos funcionários no horizonte de 2025.

O Diretor da PJ falava na audição à comissão parlamentar especializada de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado, no quadro da preparação do debate sobre o Estado da Justiça, agendado para a segunda sessão plenária deste mês.

Na sua intervenção não deixou de manifestar o seu desconforto face à forma da criação da criação da figura do Secretario de segurança interna com competência para coordenar todas as policiais do país, que segundo lhe parece “é da competência reservada a Assembleia Nacional e o governo só pode legislar se a AN autorizar neste sentido”.

Outro desafio colocado nesta audição parlamentar relaciona-se com a criação do Instituto de Medicina Legal, que entre outras valências acrescentaria à PJ a capacidade resolver no país e mais rapidamente os processos de investigação de paternidade através dos exames de ADN, considerando até que  “O IML vai revolucionar o nosso processo, pelo menos no que se refere a paternidade”.

Ricardo Cláudio Monteiro Gonçalves é o segundo magistrado judicial a assumir a chefia nacional da Polícia Judiciária, cujo mandato é de três anos com possibilidade de renovação por igual período.

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