Jovem mãe de 23 anos denuncia e acusa ex-namorado de perseguição e de ameaças de morte

18/10/2021 22:13 - Modificado em 18/10/2021 22:14

Uma jovem de 23 anos, desesperada pelas constantes ameaças de morte e tentativas de agressão por parte do ex-namorado que não aceita o fim do relacionamento, resolveu denunciar uma situação que diz “insustentável”, já que após várias queixas junto da Polícia Nacional, ainda nada foi feito para que o ex companheiro a deixe viver a sua vida em paz.

Desde que terminaram, em março deste ano, altura em que resolveu colocar um ponto final na relação, com o jovem que é também pai do seu filho, este relatou, tem transformado a sua vida num pesadelo, com episódios de agressões, intimidações, ameaças de morte e até sequestro.

“Um dia ele encontrou-me na rua e obrigou-me a ir com ele para a sua casa, onde me manteve fechada quase um dia e uma noite, e enquanto estive ali sofri várias agressões”, conta a jovem, que felizmente foi socorrida pela polícia, que conforme nos contou arrombou a porta do local onde esteve encarcerada e socorrida. Infelizmente o agressor já não se encontrava no local, conseguiu fugir antes.

“Fui resgatada e levada para o hospital, onde preenchi um boletim de ocorrência, depois fui à polícia dar queixa, mas nada aconteceu e ele continua livre a fazer o que quiser”. Ademais, Kiara Monteiro diz que o jovem também droga-se o que o torna ainda mais imprevisível.

Depois disso, ainda foram outras queixas, mas nada e apesar de saber qual o trabalho da polícia, diz que não deixa de ser frustrante. “A polícia diz que o seu trabalho é receber denúncias, deter a pessoa, encaminhá-las às ao tribunal, e que aplicar medidas, está longe das suas competências”.

O pesadelo continua diariamente, prosseguiu Kiara Monteiro que referiu ainda, que já não vai à escola, não sai de casa, senão acompanhada. “Não consigo levar o meu filho ao jardim”, porque o ex companheiro a persegue por todos os lugares.

Por falta de informações sobre o andamento do processo, revela que já procurou a procuradoria da ilha, onde acabou por receber a informação de que o número de queixas ainda não era suficiente, e que não estão a levar em conta a gravidade da situação. “Acho que estão à espera da minha morte, para fazerem alguma coisa. Porque isso é o que ele brada aos ventos que quer”, suspirou a jovem que quer a sua tranquilidade de volta e assim viver a sua vida.

 “Acredito que não deveria ser uma, duas ou três queixas, para agirem, mas sim levar em consideração a gravidade da situação”, prosseguiu a jovem que disse ainda, que enquanto ela não pode sair, o ex que é “um criminoso está livre para ir a qualquer lugar. “A situação está num ponto que não suporto mais” desabafa.

Sobre esta questão de como as vítimas de VBG são tratadas, ela é frontal e afirma que devem agir mais, acompanhando assim o que falam. “Pedem as mulheres, principalmente, que sofrem de VBG a procurarem ajuda, a denunciarem, mas quando fazem isso acontece, não fazem nada, não fazem nada”.

Neste sentido, apela a medidas firmes por parte das autoridades, e a agirem em conformidade, já que a vida de uma pessoa está em risco.

EC

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2021: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.